Hoje saí de Vodice pelas 11 da manhã. Na noite anterior tinha estado num simpático bar, junto à Marina, até à meia noite, à conversa com as empregadas, pois era o único cliente.
Desci primeiro junto à costa Croata que é fantástica nesta zona, salpicada por largas dezenas de ilhas, a maior parte delas desabitadas. Potencialidades extraordinárias de exploração turística ainda nos primeiros passos. Mas as dezenas de marinas desta costa já estão cheias de barcos.
Um pouco abaixo de Split rumei ao interior a caminho da Bósnia e o cenário muda radicalmente. A Bósnia é nitidamente mais pobre e embora tenha partes montanhosas magnificas toda a construção é horrível e a maioria das cidades e vilas muito pouco atractivas. Há pouco trânsito nas estradas que, para meu espanto, até estão em bom estado de um modo geral. Não se vê um único estrangeiro e voltei a fazer dezenas de quilómetros a cruzar-me apenas com dois ou três carros.
Antes de sair da Croácia tinha parado num mercado de rua onde comprei duas bananas e três laranjas. Como previa acabaram por ser o meu almoço porque não encontrei nenhum restaurante onde pudesse comer alguma coisa. Pelas cinco da tarde, como de costume, comecei a procurar sítio onde ficar, mas em cada vila ou pequena cidade onde parava diziam-me sempre que não havia nem hotéis nem quartos para alugar. E percebe-se. Alugar a quem?
Continuei rumo a sul e embora evite andar ao fim de tarde, porque complica mais a vida se tiver algum problema, os últimos 70 Km de uma estrada sinuosa mas de curvas rápidas deram-me imenso gozo. Finalmente cheguei a Trebinje, no sul, onde, para meu espanto, fui encontrar um hotel óptimo por um preço de quarto alugado.
Amanhã sigo para a Albânia que deve ser outro filme do mesmo género. Neste momento já ultrapassei os 5500 Km desde que saí de Lisboa, incluindo os 700 Km que fiz na semana em que estive em Barcelona.
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