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MotoGP. Proibição de dispositivos de partida antecipada já para a Alemanha

Medida de segurança imediata elimina os “front holeshot devices” e afasta pilotos no arranque já no GP de Sachsenring.

Texto: Ricardo Simões Ferreira

Numa decisão surpresa que promete baralhar as estratégias das equipas do MotoGP, a Federação Internacional de Motociclismo (FIM), em coordenação com a Dorna, determinou que vai banir de imediato os dispositivos de partida dianteiros (front holeshot devices). A proibição entra em vigor sem qualquer período de transição e será acompanhada por uma reformulação física da grelha de partida, já a partir do Grande Prémio da Alemanha, no traçado de Sachsenring, de 10 a 12 de julho.

A introdução destas alterações regulamentares a meio da temporada apanhou o paddock de surpresa, uma vez que a restrição total destes sistemas mecânicos de compressão de suspensão estava inicialmente prevista apenas para a introdução do novo regulamento técnico, em 2027. Contudo, preocupações crescentes com a segurança dos pilotos e a escalada de custos falaram mais alto.

Estes dispositivos, que rebaixam a frente da moto para conter a tendência de “wheelie” (levantamento da roda dianteira) no momento do arranque, têm sido criticados pela instabilidade extrema que provocam na abordagem e travagem para a primeira curva, quando o sistema é desativado de forma abrupta. Ao eliminar o mecanismo dianteiro de imediato, a organização visa repor um comportamento mais previsível das motos na fase mais crítica da corrida.

Estreia nova geometria de partida

Para complementar o fim do sistema mecânico e reduzir ainda mais o risco de acidentes colectivos na largada, o layout do grid vai sofrer alterações geométricas já na ronda alemã. A distância física entre as posições dos pilotos será alargada, quebrando o formato tradicional de afunilamento.

O objetivo passa por dar maior margem de manobra e trajetória aos pilotos nos metros iniciais que antecedem a primeira travagem, uma zona historicamente propensa a incidentes graves devido à excessiva proximidade do pelotão.

Com esta dupla intervenção mecânica e logística, o MotoGP força uma adaptação célere a engenheiros e pilotos, alterando a dinâmica das qualificações e das partidas para o resto do campeonato.

Nuno Braga

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