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Novo XPENG P7+. Até onde vai a inteligência artificial

Texto de Vítor Norinha

O XPENG P7+ foi otimizado por inteligência artificial (IA). Não é apenas retórica e isto porque se a tecnologia foi o game changer da indústria automóvel, assistimos esta terça-feira, 16 de junho, à passagem do horsepower para o brainpower.

No P7+ o software com a integração da IA, entrou na parte física e o veículo consegue antecipar potenciais riscos da condução, aprendendo com o ecossistema, algo muito diferente dos veículos da anterior geração apoiados por sensores e radares.

O P7+ não é o sucedâneo do P7 com chassis Porsche e que, entretanto, foi descontinuado. Este é um automóvel novo e o sucedâneo do anterior P7 será o P7 Next, ainda sem data da apresentação.

Aos jornalistas foi apresentado um grande carro, em termos literais, pois mede 5,71 metros de comprimento, usa jantes de 19 e 20 polegadas, consoante o modelo, e é tão grande que um passageiro com 1,90 m de altura ainda fica com um palmo acima da cabeça nos bancos traseiros.

E quando falamos de algo superlativo, olhamos para a bagageira com 573 litros de capacidade, mas quando são rebatidos os bancos traseiros do veículo fica 1931 litros de bagageira, e para quem é menos familiarizado com estas medidas, será preciso dizer que na bagageira cabem 30 malas para viagem de avião.

E antes de entrarmos na caracterização do carro, que foi apresentado ao som de música clássica, temos de lembrar que a XPENG é uma marca que pensa sempre no futuro, com desenvolvimentos a nível dos robôs humanoides, do transporte público, com o robotáxi, ou ainda com o carro voador, a ser colocado no mercado no próximo ano.

Em termos de tecnologia, o P7+ caminha rapidamente para a condução autónoma com o módulo VLA e que é desenvolvido in house, e tem a capacidade de se adaptar à condução, às condições do ambiente ou às necessidades de equilíbrio no consumo de energia, e para tal usa, preferencialmente, as câmaras HD.

Destacamos ainda o novo head-up display, um segundo ecrã na traseira nos modelos Long Range, os 20 altifalantes, dois dos quais dedicados ao condutor, ou a utilização do chip “turing AI” que é capaz de oferecer até 750 TOPS (ter operações por segundo) de capacidade de computação, permite grande rapidez de processamento de dados e evolução contínua através das atualizações over-the-air.

Lembremos que esta capacidade em TOPS é o triplo da média do mercado e trabalha com 26 sensores de perceção. Entre as funções possíveis com este veículo temos o estacionamento remoto, enquanto a bateria trabalha com uma plataforma de 800 v, o que permite o carregamento de 10% a 80% da capacidade da bateria em 12 minutos, praticamente o tempo para encher o depósito num veículo a combustão. A bateria suporta 446 kW de corrente contínua.

A nível de segurança a XPENG assume ser líder no segmento devido à robustez da estrutura, não necessitando da rigidez da bateria. A nível de performance destaca-se o coeficiente de 0,211 Cd, e a suspensão dinâmica que evita vibrações. No interior o requinte é total, mas podem aprimorar e aí a concorrência alemã leva a melhor. A insonorização é perfeita, a posição de condução não tem nada a apontar e o espaço é grande.

O P7+ está disponível em três versões, com o modelo RWD Standard Range, com tração traseira e bateria de 61,7 kWh e uma potência equivalente a 245 cv.

A versão RWD Long Range tem o mesmo modelo de bateria da versão de topo, a AWD Performance, e com potências de 313 cv 370 cv, respetivamente. Esta última versão tem dois motores e tração integral e acelera dos 0 aos 100 km/h em 4,3 segundos, e tem uma velocidade limitada eletronicamente aos 200 km/h.

A versão RWD Long Range tem uma autonomia de 660 km em ciclo WLTP. Em termos de preços de entrada a versão Standard custa 48.132 euros, a Long Range chega aos 50.9890 euros e a Performance está nos 56.949 euros. A marca espera que as principais vendas ocorram no canal empresarial, o que melhora substancialmente o preço, considerando a dedução do IVA.

Carlos Nogueira

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