O mercado mundial de automóveis clássicos é hoje uma das estrelas do investimento seguro, a par de obras de arte. Os valores alcançados em leilão são por vezes astronómicos, mas o potencial de valorização é enorme.
Um automóvel clássico acrescenta outra vantagem ao investimento tradicional em fundos, ações ou títulos. Pode desfrutar-se dele. Nalguns casos é como conduzir um Rembrandt com rodas. À raridade, estado de conservação, exclusividade e singularidade tecnológica, acrescenta-se um quinto elemento que dá a cada peça o seu valor de mercado — aquilo a que se pode chamar o pedigree ou biografia do modelo em causa.
Pedigree é o que não falta ao Mercedes-Benz 230SL que pertenceu a John Lennon e que irá ao martelo da Worldwide Auctioneer`s na Scottsdale no dia 18 de janeiro. O carro do antigo ícone dos Beatles não será a única estrela deste exclusivo leilão. A partilhar o palco estará um raro Aston Martin DB4 enferrujado e meio podre, cujo valor adicional, reside precisamente no facto de ter passado os últimos 45 anos da sua vida a ganhar musgo, abandonado e perdido nos bosques de New Hampshire.
Além do Mercedes Pagode de John Lennon, naturalmente com volante à direita, e do Aston Martin DB4, o leilão de Scottsdale inclui ainda no catálogo um Bloomington Gold de 1967, um Chevrolet Corvette L88 Roadster e um Shelby GT350H de 1966.
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