BMW 507 de Elvis Presley foi restaurado

Um BMW 507 fabricado em 1957 está entre as atracções do Pebble Beach Concours d’Elegance deste ano, um evento realizado desde 1950 em Monterey, na Califórnia, que costuma reunir automóveis clássicos de alto valor. Este exemplar do roadster é especial: rico em histórias, é um dos raros “sobreviventes” de uma produção de apenas 251 unidades e pertenceu ao emblemático Elvis Presley.

Em meados da década de 1950, a BMW ainda sofria os efeitos da Segunda Guerra Mundial e tentava reerguer-se. Além dos prejuízos materiais, lutava contra a falta de credibilidade no mercado. Neste cenário, surgiu o 507 que, apesar de ter sido a grande atracção do Salão de Frankfurt de 1957, o roadster criado para enfrentar o Mercedes 300SL era um automóvel ao alcance de poucos.

Um dos primeiros automóveis deste modelo foi registado com o chassi número 70079. E foi exatamente o que chegou às mãos do “rei do rock”.

O automóvel foi também conduzido pelo ex-piloto Hans Stuck, contratado pela BMW para ajudar a promover as capacidades do carro. Hans dirigiu o roadster em corridas na Alemanha e em apresentações para potenciais clientes – incluindo o então rei da Bélgica.

No dia 20 de dezembro de 1958, Elvis comprou o 507, na Alemanha, enquanto ainda servia as forças armadas dos Estados Unidos. Pagou 3.750 dólares pelo carro que, até então, ainda estava pintado de branco. Antes disso, passou por reparos no pára-lama traseiro direito e ganhou um novo pára-brisas. Após algum tempo com o carro, Elvis mandou-o pintar de vermelho, para amenizar os estragos provocados pelas fãs enlouquecidas que manchavam a carroceria com beijos e mensagens escritas com batons.

De volta aos Estados Unidos, após o serviço militar, Elvis não tinha a intenção de levar o carro. No entanto, o exército norte-americano enviou o 507 para a sua casa em 1960. O roadster ficou desaparecido até 1962, quando foi comprado em nova York por um homem chamado Tommy Charles. Ele levou o carro para o Alabama, onde desapareceu mais uma vez, até ser colocado à venda no Arizona, em 1968. Quem comprou foi Jack Castor, um engenheiro que queria restaurá-lo, o que nunca aconteceu.

O 507 de Elvis ficou abandonado até 2014, quando foi resgatado pela própria BMW. A marca retirou o carro num armazém de Jack Castor, na Califórnia, e levou-o para “casa”, em Munique, na Alemanha. Aqui, promoveu uma completa restauração estética e mecânica. No final deste mês, o roadster poderá reviver os seus bons momentos e ser novamente o centro das atenções.

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