Com a proximidade da condução autónoma, os volantes e sistemas de direção deverão ter de se adaptar a uma nova era do automóvel. Essa é a crença da companhia japonesa JTEKT, que concebe e fornece cerca de um quarto dos sistemas de direção a nível mundial.
Em declarações ao site Autonews, o presidente da JTEKT Corp., Tetsuo Agata, explicou que duas das mudanças mais importantes serão a chegada dos sistemas de direção ‘by wire’, ou seja, puramente eletrónica e sem recurso a mecanismos mecânicos, e dos sistemas de redundância que permitirão evitar avarias graves e acidentes nos veículos com essas tecnologias.
Na prática, tal como em muitos outros sistemas eletrónicos, a possibilidade de avaria é real, pelo que a introdução de um sistema de segurança secundário – conhecido como ‘backup’ – permitirá contornar a situação, tal como hoje já se verifica na indústria aeronáutica.
Em termos de utilização da direção, o sistema requer um circuito de segurança secundário que intervém em caso de avaria ou problema do principal, ao passo que a existência de um segundo motor de assistência elétrica poderá ser chamado à ação caso o primeiro tenha igualmente uma falha.
De acordo com os planos da empresa de Tetsuo Agata, os sistemas de direção eletrónicos poderão chegar às estradas em 2020, acompanhando os planos dos fabricantes de automóveis de implementarem veículos autónomos nessa mesma data. As primeiras unidades de ensaios poderão estar prontas já em 2018: “Só depois podemos abordar os clientes. Temos de estar um pouco à frente dos fabricantes (OEM). É a nossa forma de sobreviver”, explicou Agata.
Mudança de formato
A implicação que estes novos veículos autónomos poderão trazer será a de diversificação dos volantes e dos seus formatos. Se desde praticamente o início da era automóvel o volante tem sido redondo (com algumas exceções no início do século XX), a chegada de tecnologia de condução automatizada poderá trazer uma mudança de forma e de utilidade.
“Quanto a condução autónoma chegar, talvez o formato do veículo mude. Os construtores não gostam de uma ligação mecânica de direção porque tira muita da liberdade de design. Ocupa uma porção importante do carro. Ocupa um terreno Premium”, explicou, comparando mesmo o posicionamento desses sistemas atuais com os terrenos imobiliários de elevado valor.
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