A confirmar-se a venda da Opel ao Grupo PSA, a General Motors, que durante muitos anos foi o maior construtor automóvel mundial, ficará fora do mercado europeu, sem uma marca de grande volume. Mas e se apostasse noutra direção? Na China, a associada da GM lançou recentemente um crossover citadino, denominado Baojun 510, vendido no mercado local por pouco mais de 8000 euros.
Ao ficar sem a Opel, a GM vai ficar reduzida às operações dos modelos desportivos da Chevrolet (Camaro e Corvette) e à luxuosa Cadillac, mas com uma presença limitada. A GM deixou de vender a marca Chevrolet na Europa Ocidental a partir de 2014, e abandonou o resto do continente em 2016. Restabelecer a marca de volume não seria fácil. Se apostasse numa marca lowcost, ainda que desconhecida, ou criaria um novo mercado, ou o falhanço na afetaria grandemente a imagem do gigante americano.
A Baojun é, em conjunto com a Wuling, uma das marcas da joint-venture SAIC-GM-Wuling. A marca chinesa constrói uma série de modelos familiares e citadinos, teoricamente apropriados para um país como Portugal. É uma hipótese remota e seria arriscada, mas a alternativa é a GM ficar sem uma presença significativa no mercado europeu. Muitos destes carros teriam que ser reconvertidos para cumprir legislação ecológica e de segurança, pelo que os preços chineses ficariam consideravelmente mais caros, mas mesmo a dobrar ainda seriam competitivos.
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