Maria Helena Braga, engenheira e investigadora na Universidade do Porto e na Universidade do Texas, promete tornar os automóveis elétricos, computadores portáteis, telemóveis e acumuladores de energia mais fáceis de utilizar, com maior capacidade de carga, mais vida útil e melhor rapidez de recarga.
[pt id=’29935′ size=’medium’ class=’alignleft’]Braga liderou uma equipa de investigadores, que inclui um dos inventores da baterias de iões de lítio (usadas em automóveis híbridos e elétricos, mas também no seu telemóvel), John Goodenough, para criar as primeiras baterias de estado sólido de baixo custo.
Estas baterias recorrem a eletrólitos de vidro, em vez de líquidos, no polo negativo das baterias, que foram desenvolvidos por Helena Braga na Universidade do Porto. Com a participação de Goodenough e de outro engenheiro americano, Andrew Murchison, a cientista portuguesa conseguiu tornar estes eletrólitos práticos para uso em massa, e garantem uma vida útil mais longa e uma densidade energética três vezes mais alta.
Anteriormante, as baterias sólidas não podiam funcionar em temperaturas abaixo de 60 graus, mas agora conseguem funcionar a 20 graus negativos, pelo que podem ser usadas também em zonas frias. Outra vantagem é que o lítio pode ser substituído pelo sódio na construção, e este material pode ser obtido facilmente, a partir da água salgada, permitindo produzir as baterias a custos mais reduzidos.
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