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Vera Pinto Pereira. “Queremos ter um milhão de clientes com soluções de mobilidade em 2030”

CEO da EDP Comercial diz que o sucesso do combate às alterações climáticas nesta década decisiva passam pela confiança entre todos os atores da sociedade traduzidas em parcerias que garantem resultados e eficiência

O “combate urgente” às alterações climáticas passa, “primeiro, por prevenir e não remediar”, “depois”, por definitivamente agir sabendo que “as ameaças globais exigem mudanças globais”, nas “políticas públicas e privadas e empresariais”, disse Vera Pinto Pereira, CEO da EDP Comercial. O compromisso da EDP é interagir com todos os atores da sociedade e manter a ambição. “Queremos ter um milhão de clientes com soluções de mobilidade em 2030”, disse no lançamento do painel Gearing up for the decisive decade.

“Queria deixar três mensagens fundamentais. A luta contra as alterações climáticas, para termos cidades limpas, que temos de conseguir sem paragem economia e das empresas. A mobilidade, e o seu papel crítico na transição energética. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa disse há dias que nesta luta estamos em níveis pré-Covid 19, ou seja, estamos a voltar atrás. Ligar. Continuar a criar a tecnologia essencial para ligar tudo isto”, resumiu a gestora.

Vera Pinto Pereira começou a intervenção com uma analogia pertinente. “Queria começar por falar da amígdala. A amígdala é a zona do cérebro responsável, entre outras coisas, pela memória e a tomada da decisão. E pelo medo”, ilustrou. E fez a ligação: “O medo é um gatilho muito eficaz. Na ausência da sensação de perigo ou de ameaça, o nosso corpo fica menos apto agir”.

Ou seja, as “alterações climáticas não se veem e este é um dos maiores inimigos deste combate”, reforçou, mostrando imagens de Lisboa em janeiro de 2019, de 2020 e (projetada para) 2021. “Olhando para estas imagens de lisboa, nada muda”. Para sublinhar a mensagem, falou de uma projeção. “Em 2015, Bill Gates antecipou que poderia haver uma pandemia por esta altura que nos ia afetar a todos. Ninguém reagiu porque não era visível”, explicou.

Por isso, é preciso “tirar lições” e travar este “combate urgente” com inteligência, interação de todos os agentes da sociedade e disponibilização de informação e soluções que permitam uma tomada de decisão, individual ou coletiva, natural no sentido de preservar os recursos e melhorar a vida quotidiana. E ganhar assim o futuro.

Como? Como está a fazer a EDP com as suas parcerias e disponibilização de ferramentas aos cidadãos para todos remarem para o mesmo lado, diz a CEO da EDP Comercial.

“Na EDP, estamos comprometidos em liderar a transição energética, que vivemos há mais de uma década. Somos líderes e no primeiro semestre de 2020, 80% da nossa produção era de energia limpa. Mas queremos chegar a 90% em 2030”, comunicou Vera Pinto Pereira.

“Já estamos a caminhar para um futuro elétrico. Queremos ter um milhão de clientes com soluções de mobilidade em 2030”, diz a propósito desta “década decisiva”. E voltou a apontar que só uma comunidade a trabalhar em conjunto permitirá desbravar o caminho para um futuro verde. “É necessário criar uma ligação entre clientes, empresas e regulação”, afirmou, falando das soluções como os bairros solares, como os primeiros que a EDP criou em Espanha e Portugal, no fundo, “comunidades criadas entre pessoas e empresas, em proximidade, vizinhos, com consumo de energia coletiva”. Estas comunidades de consumo solidário “permitem uma participação mais eficaz e mais eficiente”, notou. E para isso será fundamental ir mais além para que amanhã seja mais elétrico e menos poluente. “Como acontece na nossa geração centralizada, mas também já na geração descentralizada. A descentralização irá desempenhar um papel fundamental na transição energética. É essencial a descentralização da geração”, acrescentou.

Resumindo, “a confiança é absolutamente fundamental”. Confiança dos cidadãos nas políticas, dos consumidores nas soluções das empresas, confiança entre indivíduos e coletivos, sejam eles empresariais ou instituições que geram a causa pública.

As parcerias assumem-se como uma expressão dessa confiança, portanto. E é com base no trabalho em conunto que se conseguem resultados, como nos pontos de carregamento. “A EDP conta com mais de 340 pontos de carregamento e a estes somamos os 380 da mobiE”, exemplificou.

Resumindo, a confiança traduzida em parcerias que siginificam “capilaridade, autonomia e eficiência”. “Temos feito parcerias com empresas, com o futebol, e estamos muito contentes com parcerias as com clubes de futebol, com cadeias de hotéis, hospitais…”, avança a . E anuncia que “até final do ano haverá 700 pontos de carregamento na rede pública e, no próximo ano, 1.000 pontos de carregamento na rede pública”.

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