Texto: Vítor Norinha
Um Kia citadino, 100% elétrico, e com quatro lugares é a mais recente proposta da marca sul-coreana, que está bem posicionada os segmentos B e B-SUV, e que tem os que registam as maiores vendas no país, absorvendo 46% do mercado.
A novidade apresentada, em encontro com jornalistas, foram os preços para frotas e que na versão de entrada, a Urban, se situa nos 28.500 euros, para uma bateira de 42,2 kWh; enquanto a versão Dynamic, e com a mesma bateria LFP, o preço situa-se nos 29.900 euros; e na versão Drive o preço varia entre os 31.990 euros e os 34.490 euros, com bateria de 42,2 KWh e 61 kWh, respetivamente. Preços para quase todas as bolsas empresariais ou famílias.
Perguntamos a razão de uma versão de quatro lugares, sendo que a de cinco lugares também está disponível. E a resposta está na função do EV2: um veículo essencialmente para cidade, com capacidade de regeneração da carga da bateria, e que serve pequenos circuitos de deslocação casa-trabalho ou transporte de filhos à escola. A adaptação às necessidades do dia a dia é uma das preocupações da marca e a Kia responde com as melhores soluções. E quem são os concorrentes? Desde logo pensamos no EV3, um Kia que é quase idêntico, o que significa que a marca está a apresentar um veículo, e sobre o qual espera este ano vender 500 unidades e duplicar no próximo, que concorre com outro que já tem em casa, mas também concorre com o Opel Corsa ou com os novos Renault 4 ou Renault 5, ambos elétricos, ou ainda com o modelo da Ford, o Puma Gen-E.
As duas opções de bateria têm como base a plataforma E-GMP e a arquitetura elétrica de 400 V. A diferença está, naturalmente na autonomia, que é de 315 km (ciclo combinado) com a bateria de 42,2 kWh e uma potência e motor equivalente de 147 cv, e com um consumo anunciado entre 10,8 e 15,2 kWh/100 km; enquanto o veículo equipado com bateria NMC e com 61 kWh poderá chegar aos 453 km de autonomia e um consumo entre os 10,3 e os 15,2 kWh.
No teste dinâmico feito e num carro com a bateria de menos capacidade, o consumo registado em cidade foi de 12 kWh/100 km, o que é, manifestamente, económico. As acelerações não são espetaculares, como seria de esperar, mas situando-se abaixo dos 10 segundos dos 0 aos 100 km.
Importante é que ambas as baterias suportam carregamentos em AC até 11 kW, o que significa carregamento entre pouco mais de quatro horas e cinco horas e meia. No entanto, ambas as baterias podem ser carregadas em DC (corrente contínua) e será necessário menos de meia hora para carregar de 10% a 80% da bateria. Outro fator de elogio para o EV2 é a garantia geral de sete anos ou 150 mil km, e a bateria tem a garantia habitual de oito anos ou 160 mil km.
Enfim, um veículo de cidade, mas que também pode fazer viagens longas e com um conjunto alargado de ajudas à condução, incluindo sistemas de travagem automática e correção de trajetória de andamento, a par de sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e alarmes anti-colisão.
A nível de multimédia temos o sistema de infoentretenimento, os sistemas Android Auto e Apple CarPlay e porta de carregamento USB-C para os bancos traseiros e na consola. O construtor prescindiu do sistema de navegação considerando que os condutores habituais prefere usar um sistema próprio, caso do wase.
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