EM 1974, HAVIA 66 KM DE AUTOESTRADAS E, EM 2022, O PAÍS CONTAVA COM 3.115 KM.

O crescimento exponencial das deslocações rodoviárias e o crescimento do parque automóvel levou a que o consumo de combustíveis fósseis tivesse triplicado quando se compara o Portugal de 1974 e o de agora, de acordo com a Pordata.

Em complemento, refira-se que em 1975 (segundo dados da Associação Automóvel de Portugal/ACAP), havia 911 mil veículos no parque automóvel nacional, 752 mil dos quais ligeiros de passageiros, o que perfazia 82,5% da frota circulante. Em 2019, de acordo com as estatísticas da ACAP, existiam 6.489.300 viaturas, das quais 5.205.000 eram ligeiras de passageiras (80,2%). Viaturas elétricas (ou mesmo híbridas) era uma realidade inexistente. Os automóveis eram todos a gasolina ou a gasóleo. Em 1974, havia mais de 3.500 km de linhas de caminho de ferro em atividade. Em 50 anos, 29% das linhas ferroviárias foram desativadas, sobretudo no interior de Portugal continental.
EM 1974, HAVIA MAIS DE 3.563 KM DE LINHAS DE CAMINHO DE FERRO EM ATIVIDADE. EM 2022, A FERROVIA EM EXPLORAÇÃO ERA DE 2.527 KM.

Por sua vez, o transporte aéreo conheceu um substancial aumento. Em 1974, efetuaram-se 36 mil aterragens, com 4,6 milhões de passageiros, nos aeroportos portugueses. Em 2022, o número ascende a 218 mil aterragens e a 56,8 milhões de passageiros. Este impulso fica a dever-se também ao aumento da procura de turismo. O registo do número de dormidas de turistas em Portugal, entre 1974 e 2022, cresceu de 9,4 milhões para 69,7 milhões.

Em termos de tratamento de resíduos, as diferenças são gritantes. Nos anos 1970, não havia tratamento adequado de resíduos, os quais terminavam depositados em lixeiras. Os resíduos urbanos são agora triados, com metade a ter como destino um aterro. A restante metade tem como fim a valorização energética ou orgânica e reciclagem.
