F1: Force India perto da insolvĂȘncia?

Quem o escreve Ă© a brasileira Globo, o que a ser verdade, pode levar com que a Ă©poca de F1 acabe com apenas 18 carros na grelha. Segundo a informação colocada a circular, os problemas da equipa agudizam-se e Chase Carey teve uma longa reuniĂŁo com Bob Fernley, lĂ­der da equipa no terreno. Segundo se sabe, se nĂŁo for encontrado um comprador atĂ© ao fim de julho, a Force India pode fechar portas. Segundo a Globo, hĂĄ trĂȘs possĂ­veis compradores: “Um Ă© americano com ligaçÔes a John Malone, dono da Liberty Media. Outro Ă© russo, e por fim, o terceiro Ă© Andreas Weissenbacher, dono do patrocinador principal da equipa, a BWT”. Provavelmente, tendo em conta o que a equipa tem feito nos Ășltimos anos com pouco dinheiro, quem ficar com a equipa pode fazer um
 negĂłcio da China.

Manor foi a Ășltima
Pouco depois de US F1, Lotus Racing, Virgin F1 e HRT F1 garantirem os seus lugares no Campeonato do Mundo de FĂłrmula 1 a sua tarefa jĂĄ era muito mais complicada que no momento em que assinaram os formulĂĄrios para participar no concurso pĂșblico da FIA. Qualquer uma delas iniciou o seu projeto partindo da premissa de que 50 milhĂ”es de euros seriam suficientes para participar condignamente na categoria mĂĄxima do desporto automĂłvel, bastando o dinheiro disponibilizado pelo Formula One Group para garantir uma parte significativa do budget.

Quando a meio de 2009 a FOTA e Max Mosley assinaram um acordo que remetia, de uma forma mais ou menos discreta, para as calendas gregas a introdução de um teto orçamental, as trĂȘs equipas escolhidas estavam claramente sub-dimensionadas em todos os aspetos, uma vez que mesmo a Toro Rosso gastava cerca de 100 milhĂ”es de euros por temporada, sendo evidente a diferença entre as estruturas estabelecidas e as novas.

A primeira vĂ­tima foi a US F1, de Ken Anderson – director tĂ©cnico americano –, e Peter Windsor – jornalista e antigo diretor desportivo da Ferrari – que na prĂĄtica nunca saiu do papel, evidenciando que talvez nĂŁo tenham sido as capacidades de cada um dos candidatos a determinar o desfecho do concurso pĂșblico, mas antes as afinidades e interesses polĂ­ticos com Mosley. Por oposição Ă  US F1, que na verdade nĂŁo passava de um conjunto de intençÔes de duas pessoas, a Prodrive, uma estrutura edificada e liderada por David Richards, vencedora em diversas categorias, foi colocada de parte, conhecendo-se as diferenças de opiniĂŁo entre o antigo chefe de equipa da Benetton e da BAR e o presidente da FIA.

As restantes novas equipas – Lotus Racing, Virgin F1 e HRT F1 – estavam claramente inĂșmeros passos atrĂĄs das estruturas estabelecidas e isso nĂŁo se devia ao facto de serem estreantes, como em 2016 se verificou com a Haas F1 Team, mas sim Ă  sua pouca preparação para enfrentar um campeonato que Ă©, inegavelmente, um dos mais difĂ­ceis do mundo. Rapidamente etiquetadas como equipas low-cost, rodaram consistentemente no fundo dos pelotĂ”es e longe das restantes equipas, sendo vistas como projetos falhados que se arrastavam pelas corridas. Esta imagem pouco em consonĂąncia com a FĂłrmula 1 acabou por impedir que cada uma das estruturas conseguisse atrair patrocinadores sĂ©rios ou investidores que realmente estivessem interessados em garantir que a sua equipa pudesse florescer num habitat onde Ă© muito complicado sobreviver, atraindo habitualmente interessados em colocar um pĂ© no paddock para garantir alguns negĂłcios ou, os mais desavisados, alcançar algum lucro rĂĄpido. Cada uma delas acabou por sucumbir, primeiro a HRT, que claramente era a menos preparada das trĂȘs, depois a Lotus/Caterham com o desencanto de Tony Fernandes e por fim a Virgin/Manor.

Com o desaparecimento da equipa que surgiu do desejo de John Booth e Graeme Lowdon, desvaneceu-se na altura uma das Ășltimas jogadas polĂ­ticas de Max Mosley, que em 2009 pretendia implementar um teto orçamental contra a vontade de todas as equipas. Resta saber se a Liberty Media o consegue fazer. Pelo menos conversas nesse sentido, jĂĄ há