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O que vale a pena arranjar antes de vender o seu carro

Chapa e pequenos danos na carroçaria: É costume dizer-se que a primeira impressão conta muito e nos carros isso também é verdade. ‘Apresentar’ um carro a um potencial interessado com a chapa repleta de mazelas é pouco apelativo e mesmo que o motor esteja ‘num brinco’, o comprador irá ficar de pé atrás. Assim, pode tentar reparar riscos que existam com recurso a tinta reparadora vendida em lojas especializadas. Alguns serviços também tratam de reparar pequenas moças na chapa que, embora possam representar um gasto prévio, poderão traduzir-se em mais lucro posteriormente. Noutros casos, um polimento caseiro com uma máquina de polir dá logo outro aspeto ao carro. Ainda assim, este é sempre um tema subjetivo, até porque a diversidade ou a profundidade de riscos e mossas variam.
Motor: Há quem acredite que basta uma lavagem de motor para ‘purgar’ todos os males do motor. E se é verdade que o motor ficará limpo por algum tempo, as manchas de óleo depressa irão voltar a mostrar-se sob o motor. Muitas vezes, este tipo de problemas é fácil de reparar, sendo resultado de tubos ressequidos ou de pequenas fugas causadas por tubagens, mas é também frequente a causa estar relacionada com o cárter do motor e com o mau aperto do filtro do óleo. Localizar a fuga de óleo será a primeira tarefa. Caso seja uma reparação dispendiosa, pode sempre negociar com o potencial interessado um desconto para englobar esta situação. Além disso, caso opte por limpar o motor e tentar ocultar o problema, o ‘tiro’ pode sair pela ‘culatra’, uma vez que limpeza em excesso pode significar isso mesmo: um problema escondido.
Limpeza: Ligando-se com o primeiro tópico, este é um trabalho que deve ser feito sem grandes custos. Uma boa aparência do exterior e um interior limpo e sem restos de lixo, papelada ou manchas vale sempre a pena e dá, desde logo, um outro apelo ao veículo. Aposte na limpeza do carro antes de o colocar à venda. Até como ‘prenda de despedida’… Caso queira mesmo ser minucioso, pode fazer um trabalhou de ‘detalhe’, termo utilizado para a limpeza e polimento mais profundo que renova a pintura do veículo.
Funcionamento do motor: Aqui entramos no capítulo que pode ser mais dispendioso. Um conhecedor da matéria poderá, muito rapidamente, perceber que existe algo de errado assim que fizer um test-drive com a viatura. Perda de potência, fumo exagerado do escape ou dificuldades no arranque são indícios de outros problemas que poderão ser dispendiosos, pelo que a melhor opção para o vendedor é ‘abrir o jogo’ e contar os problemas reais do carro para que o interessado os conheça a faça contas da sua reparação. A reparação da junta da cabeça do motor, por exemplo, é algo que exige conhecimento e algum investimento, o mesmo se aplicando ao conjunto de velas, pelo que, do seu lado, pode preferir passar logo esse encargo para o novo proprietário, alertando-o para a questão.
Suspensão: Mais um trabalho que pode ser dispendioso para o vendedor. Problemas evidentes que afetem a estabilidade do carro podem ser facilmente detetáveis e, se não for honesto com o interessado, irão causar o seu afastamento. Caso queira ser prudente, pode mudar os componentes da suspensão, como amortecedores ou rolamento, incluindo o valor depois no preço a vender. Faça menção disso para ter um argumento se não estiver a baixar de preço.
Pneus: Os pneus são um dos elementos mais importantes de cada automóvel ao serem o único componente que toca no asfalto e que permite assim manter o carro sob controlo. Assim, um pneu com o piso muito desgastado não ajudará em muito a sua tarefa de venda. Idealmente, deve trocar os pneus por uns em melhor estado, até para sua utilização enquanto não vende o automóvel, mas quando surgir um interessado pode ir mostrar o carro sem receio de que os pneus obriguem a negociar por ‘baixo’. Seja como for, um jogo de pneus pode ser muito dispendioso para quem vai vender o carro, pelo que pode sempre tirar mais um pouco do preço do veículo para que o comprador possa ter um ‘dois-em-um’: a sensação de levar a melhor no regateio e um benefício para montar pneus novos.
Travões: Muito dificilmente o novo comprador irá perceber se existem peças com desgaste neste sistema, sendo que, muitas vezes, nem o proprietário vendedor está ciente dos mesmos. Eis um elemento que deve ter em atenção, mas que não o obrigará a grandes gastos no momento de vender, a menos que estejam no ‘ferro’, como se diz na gíria quando a pastilha já está tão gasta que se ouve um ruído metálico proveniente do seu contacto com o disco de travão.

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Qualquer proprietário que já tenha vendido um carro a outro utilizador particular já se terá debatido com esta questão: será que vale a pena reparar alguns dos problemas do carro antes de o vender?

O bom senso dita que sim: vender um carro em estado considerado desadequado a outro condutor é não só uma atitude pouco ética, como também contraproducente, na medida em que o seu carro vai perder valor comercial no momento de o vender.

Ainda assim, há arranjos que são mais relevantes do que outros, ainda que nalguns dos negócios entre particulares, muitas vezes, há formas de contornar a situação, primando pela honestidade de dizer que existem alguns pequenos detalhes a precisar de arranjo, deixando logo duas opções ao interessado: ou repará-la ainda antes de o vender ou não o fazendo com o acordo do comprador, conferindo-lhe um desconto no preço em virtude dessa necessidade de arranjo.

Mas o que vale a pena arranjar? Existem elementos mais importantes do que outros, pelo que este artigo irá procurar clarificar alguns dos pontos. O mais importante, na maior parte das vezes, é ser honesto com o potencial comprador, até porque muitos deles têm já na mente uma verba ‘reservada’ para eventuais reparações que venham a ter de efetuar. Mas prepara-se porque vão regatear o preço…