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Os erros que continuamos a cometer em autoestrada

O estado ótimo do piso e as vias desafogadas de uma autoestrada favorecem a sensação de segurança na condução, mas a velocidades elevadas os perigos aumentam...
Estudos provam que a 50 km/h dispomos de um ângulo de visão de 180º, o suficiente para antecipar perigos. Mas à medida que a velocidade aumenta, o campo de visão reduz-se. E de forma proporcional. A 100 km/h o ângulo de visão à nossa frente já é de apenas 42º; um automobilista que circule em autoestrada a 150 km/h terá a sua visibilidade reduzida a apenas 18º...
A importância da distância de segurança em autoestrada explica-se com números: tendo em conta os 0,75 segundos que é o tempo médio de reação de uma pessoa saudável, quando rolamos a 120 km/h, antes de proceder a uma travagem de emergência já percorremos quase 25 metros, a que temos de somar os mais de 60 metros que um automóvel vai necessitar até a imobilização completa.
Em 2018, mais de 20% das vítimas mortais em acidentes de viação não usava o cinto de segurança.
Estudos realizados permitem concluir que marcar um número de contacto num telemóvel, a uma velocidade de 120km/h, equivalente a percorrer 429 metros de autoestrada de olhos fechados!

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Velocidade excessiva, o uso do telemóvel e o incumprimento da distância de segurança são os erros mais comuns de quem conduz em autoestrada. Perceba os perigos que realmente representam para a segurança de todos!

Em autoestrada aumenta a sensação de segurança, com vias largas, níveis de visibilidade ótimos e piso impecável. Mas os estudos revelam que, com o à vontade, também aumenta a tendência para facilitar…

Pelo terceiro ano consecutivo, o “Observatório Sobre o Comportamento dos Condutores na Rede de Autoestradas” permitiu sinalizar fatores de risco e interpretar hábitos de condução naquelas vias.

O estudo realizado numa das mais movimentadas autoestradas da Península Ibérica incidiu sobre uma amostra de 44 mil veículos ligeiros e 12 mil pesados, com cinco conclusões fundamentais:

1 – Velocidade: mantém-se a tendência para ultrapassar os limites legais de velocidade; mais de 30% dos veículos observados circulavam em excesso de velocidade, a maior parcela ultrapassava em 10 km/h o limite imposto.

2 – À imagem do que indicava o estudo realizado no ano passado, um número significativo de automobilistas descura a utilização dos piscas em autoestrada, sobretudo nas ultrapassagens. Segundo dados do Observatório de 2019, 65,1% dos condutores não sinaliza corretamente aquela manobra, número que traduz um aumento de 12% relativamente aos resultados de 2018.

3 – Respeitar a distância de segurança em autoestrada, onde se praticam velocidades mais elevadas do que noutras vias, permite antecipar qualquer emergência. Conclui-se neste estudo que 15% dos veículos ligeiros circula sem preocupação em manter distâncias mínimas para o carro da frente.

4 – Em 2018, mais de 20% das vítimas mortais em acidentes de viação não usava o cinto de segurança. No relatório deste ano, 0,2% dos condutores observados não dispunham daquele dispositivo, o que corresponde a uma redução de mais de 50% em relação aos dados do ano transato.

5 – Ao contrário, o uso do telefone ao volante aumentou: 4,2% dos condutores continuam a dispensar os préstimos dos sistemas mãos-livres para efetuar ou receber chamadas telefónicas, uma subida de 0,8%, relativamente a 2018.