A Audi está empenhada em tornar a sua pegada ecológica totalmente neutra em 2050 e até lá tem em curso um intensivo processo de transformação de todas as suas áreas, não só com veículos elétricos, mas também na da produção, além de procurar oferecer energia ‘verde’ para o carregamento dos seus veículos elétricos, que passarão a ser norma de 2033 em diante. A produção do derradeiro Audi com motor de combustão interna irá começar em 2025, chegando ao mercado como o símbolo do fim de uma era, já que em 2033 apenas versões elétricas chegarão ao mercado. Mas, além desse passo importante, a marca alemã quer também tornar a sua pegada de carbono neutra em toda a sua cadeia de valor, incidindo na produção de automóveis, na produção de energia e também na segunda vida e reciclagem das baterias, um ponto que é considerado fundamental.
Já no campo da avaliação particular, para que cada pessoa possa medir a sua pegada ecológica no dia-a-dia, a Audi tira partido do seu centro de inovação de Berlim, tendo uma equipa desenvolvido a aplicação Ecomove, que avalia as viagens, por exemplo, seja de automóvel, seja de avião.
A segunda vida das baterias Tema sempre muito discutido, o da reutilização das baterias também é abordado pela Audi. A marca dos quatro anéis aposta no conceito de segunda vida com uma solução de carregamento que irá, primordialmente, cobrir os picos de consumo energético na rede. O conceito dos Audi Charging Hubs é exatamente o de permitir o carregamento rápido dos automóveis elétricos de forma confortável, com uma área de estilo ‘lounge’ para que os utilizadores possam passar o tempo. Por detrás destes espaços está uma ideia de ‘cubos’, ou seja, contentores que podem ser dispostos de maneira flexível, os quais albergam baterias de iões de lítio reutilizadas para acumular energia – provenientes de automóveis fora de circulação, podem assim ter um novo propósito. Partindo de 11 kW por cada cubo com uma tomada de 400 volts, o Audi Charging Hub já pode ser aplicado no terreno, sendo, de acordo com a marca, mais fácil de estabelecer em diferentes localizações, mas também menos dispendiosa. O espaço (hub) pode ser rapidamente transportados, instalado e adaptado a um local em específico. Na localização-piloto em testes, um total de 200 kW é suficiente para manter em funcionamento de forma contínua três módulos de carregamento com uma capacidade total de 2.45 Mwh. No cômputo geral, estes módulos permitem cerca de 70 ciclos de carregamento rápido de até 300 kW por dia. O primeiro posto será colocado em funcionamento em Nuremberga, no outono. Quando se esgota a sua utilidade, a Audi garante um procedimento bastante completo de reciclagem, recorrendo a práticas modernas e à infraestrutura do Grupo Volkswagen em Salzgitter, na Alemanha, sendo aí que é feita a análise ao estado da bateria, potencial de reaproveitamento como acumulador de energia ou desmantelamento. O software foi desenvolvido pela Audi Bruxelas e o plano é que mais fábricas deste género sejam montadas. Parceiros também escrutinados Aliando competências tecnológicas, a utilização de inteligência artificial na monitorização da cadeia de fornecimento é igualmente uma das chaves para a Audi, estando sempre atenta a eventuais falhas éticas na produção ou atuação dos seus parceiros ou fornecedores (embora existam também caixas de correio e e provedores para reportarem casos suspeitos). Num projeto-piloto organizado pelas marcas Audi, Porsche e Volkswagen em cerca de 150 países, os algoritmos inteligentes da start-up austríaca Prewave analisam informações provenientes de órgãos de comunicação online e de redes sociais – a análise aborda suspeitos de riscos relacionados com a sustentabilidade, poluição, violações dos direitos humanos e corrupção. Quando são encontrados, o algoritmo de inteligência artificial faz soar um alarme para que a Audi possa abordar a questão.