“PRECISAMOS DE MAIS AÇÕES CONSEQUENTES E MENOS PALAVRAS”, DESTACA A MUBI.
Em termos de liderança política, a MUBi considera que são particularmente prioritários e urgentes vários investimentos, entre os quais o alargamento do ensino da utilização da bicicleta em contexto de mobilidade a todos os alunos do 1.º e 2.º ciclo. “São também necessárias campanhas de âmbito nacional, dirigidas a toda a população, de alteração da cultura da mobilidade e promoção dos modos ativos de transporte”, destaca a MUBi. Os utilizadores de bicicletas querem que aos municípios seja dado apoio técnico e financeiro para a criação de condições de conforto e segurança para a utilização da bicicleta, e andar a pé: “A adoção do limite máximo de velocidade padrão de 30 km/h dentro das localidades deverá ser acompanhada pela implementação de medidas físicas de acalmia de tráfego, especialmente nas envolventes de escolas, zonas residenciais, centros urbanos e outros locais onde os utilizadores vulneráveis convivam com veículos motorizados”. Acrescenta ainda a MUBi: “Deverá, igualmente, ser apoiada a criação de redes de percursos seguros para a utilização da bicicleta (redes cicláveis), respeitando as melhores práticas internacionais, redistribuindo o espaço viário nas artérias urbanas e interurbanas e articulando com grandes equipamentos e interfaces de transporte público”. Para a MUBi, é indispensável “dotar a Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável 2020-2030 e a Estratégia Pedonal (ENMAP 2030) de recursos humanos, técnicos e financeiros necessários para a sua coordenação e implementação das medidas”. Concluem os utlizadores: “Políticas de investimento que promovam uma utilização segura da bicicleta e do andar a pé têm um papel crucial para a saúde pública, na mitigação das alterações climáticas e na melhoria do ambiente e qualidade de vida nas cidades. A bicicleta é um modo de transporte inclusivo, incontornável para uma transição ecológica e energética justa. Contudo, a bicicleta tem sido relegada para um lugar residual nas políticas governamentais de mobilidade em Portugal”.