As tarifas vão vigorar nos próximos cinco anos, podendo, contudo, ser anuladas caso Pequim reveja as suas práticas, tendo sido definidas após uma investigação concluir que os fabricantes chineses recebem subsídios ilegais por parte do Estado chinês.
A regra estabelece um imposto gradual para cada empresa, como forma de compensar os subsídios que cada uma teria recebido.
A medida não atinge apenas os emblemas asiáticos SAIC, BYD, Geely, mas também incide sobre os construtores ocidentais que produzem na China e receberam subsídios, como a norte-americana Tesla, que estará sujeita a uma tarifa de 7,8%. Outras empresas que cooperaram com a investigação da Comissão Europeia serão taxadas em 20,7%. Bruxelas alega que estas tarifas repõem igualdade de condições, “defendendo práticas de mercado justas e a indústria europeia” de concorrência desleal. No outro lado do Atlântico, EUA e Canadá anunciaram taxas de 100% sobre os veículos elétricos chineses. Para o governo chinês, a barreira tarifária que eleva a até 45,3% o custo do veículo elétrico produzido na China fere “gravemente” as regras da OMC.