
Esta unidade será capaz de coordenar múltiplas funções a bordo (Onboard) como, por exemplo, os sistemas multimédia e de entretenimento, a gestão de sensores, radares ou, ainda, o sistema de gestão da bateria. Mas serão as suas “capacidades” de comunicação com o exterior (Offboard) que irão possibilitar a conectividade V2X (Vehicle to Everything) que permitirá a condução autónoma ou a pilotagem remota, ou o V2G (vehicle to Grid) que fará com que haja uma interação do automóvel com a rede de carregamento elétrica.

A equipa do Alliance Innovation Lab trabalha já sobre o nível 4 de condução autónoma (sem necessidade de intervenção do condutor) mas, em paralelo, trabalha no desenvolvimento de outras soluções tecnológicas e de novos serviços, como a gestão remota da condução que poderá ser utilizada nos casos em que o automóvel autónomo se depare com situações que dificultem, ou impossibilitem, a continuação da condução em modo autónomo. No entanto, para Maarten Sierhuis, “a condução completamente autónoma ainda está a mais de uma década de distância e dependerá, também, do ritmo a que seja adotada a legislação que permita a existência de automóveis sem condutor. Os automóveis autónomos serão mais eficientes e mais seguros porque estarão em permanente comunicação com o ambiente que os rodeia e a sua capacidade de reação será mais rápida que a do ser humano”.