A Dacia ingressa finalmente no territórios dos híbridos com o Jogger, modelo de sete lugares que recebe agora tecnologia de hibridação que transita diretamente da Renault, oferecendo assim facilidade no desempenho e economia bastante melhorada. Não sendo o híbrido mais acessível do mercado, é o modelo híbrido de sete lugares mais barato do mercado, chegando a Portugal apenas na versão SL Extreme de sete lugares com preços a partir dos 28.800 euros. Numa toada bastante positiva, a Dacia acrescenta agora o essencial híbrido à sua coleção de automóveis. O Jogger, cujo sucesso tem sido inegável desde que foi lançado, em meados do ano passado, conhece já perto de 100 mil encomendas na Europa (eram 94.000 até ao final de janeiro), com uma gama que é agora complementada pela variante Hybrid de 140 CV. As outras versões TCe de 110 CV e a Eco-G de 100 CV (esta a GPL) mantêm-se. A escolha pelo Jogger para receber o sistema híbrido em primeiro lugar prende-se com o facto de ser o modelo mais pesado da gama, com a vertente híbrida a permitir assim jogar com a componente fiscal de diferentes países em termos de emissões de CO2, sendo lógico que o Duster seja o ‘senhor que se segue’. A plataforma CMF-B do Jogger é utilizada também noutros modelos do Grupo Renault, como o Clio, sendo desenvolvida desde o início com a intenção de criar diferentes versões entre motorizações térmicas e híbridas. Sem concessões na arrumação e na utilização, este mini-monovolume mantém os sete lugares, sendo esta aliás a única possibilidade de adquirir o Jogger Hybrid em Portugal (no nível de equipamento mais recheado SL Extreme). Tecnologia patenteada Quando se atenta na conceção técnica do Jogger, percebemos que existe uma familiaridade bastante grande com o sistema E-Tech já visto nos Clio e Captur da Renault. A razão é simples. O sistema é, praticamente, o mesmo, com a Dacia a fazer total proveito das valiosas sinergias de grupo, uma vez mais.
CONTACTO: Mais eficiente e sempre competente
O Jogger Hybrid amplia o leque de opções da Dacia para um mercado importante que é o segmento C para veículos de sete lugares, assumindo um papel determinante para quem ambiciona maior economia e eficiência nos consumos. A utilização prática mantém-se, bem como a sua versatilidade, mas a mecânica híbrida adiciona uma pitada de modernidade técnica. Para a Dacia, o essencial é sempre o mais importante, mas não só no conteúdo. Também era essencial contar na gama com um modelo híbrido para baixar a média de emissões poluentes e ter um modelo de ‘combate’ num mercado em que a eletrificação está cada vez mais popularizada. No caso do Jogger, temos à disposição um sistema híbrido semelhante ao dos Renault Clio e Captur E-Tech, oferecendo assim uma elevada vitalidade de andamentos mercê dos 140 CV de potência e do binário de 205 Nm. Fácil na aceleração, o Jogger Hybrid vale-se de enorme suavidade quando em modo elétrico, sendo este frequente em condução quotidiana e sem urgência no ritmo. Geralmente bem insonorizado (mas não perfeito), o Jogger Hybrid também evidencia agradabilidade nas retomas, embora aqui se faça acompanhar de maior ruído por parte do motor 1.6 a gasolina. Nas prestações, o híbrido está bem defendido, evidenciando sempre um bom desempenho, mesmo que, por vezes, exista alguma retenção notória pela caixa multimodos. O comportamento é seguro e equilibrado, mesmo que sem grandes pretensões desportivas. O Jogger é assumidamente um modelo para a família, com amortecimento suave e direção com larga desmultiplicação. Mas, sendo um híbrido é preciso abordar necessariamente os consumos e aqui há que dar crédito à Dacia pois o Jogger Hybrid é poupado, com uma média de 4,8 l/100 km após um percurso de ensaio de 89 quilómetros, entre Lisboa e a Costa de Caparica, com várias outras paragens pelo caminho. Para Xavier Martinet, vice-presidente de Marketing e Operações da Dacia, a chegada da variante híbrida não vem acompanhada da pressão dos números. A marca admite que o Hybrid 140 irá representar entre 20 e 30% das vendas totais do modelo, mas esta é uma ideia que reforça também a ideia de que é preciso fazer algumas contas no momento de escolher a versão com motor híbrido. Isto porque a versão GPL, no mesmo nível de equipamento SL Extreme, tem um custo desde 22.350€, contra os 28.800€ do Hybrid 140, havendo que pesar os prós e os contras. Por um lado, se o consumo do modelo com motorização 1.0 Eco-G é superior, o facto de ter um custo de aquisição mais baixo e custos de GPL também em conta fazem dele uma ótima opção, contrapondo esta versão híbrida com prestações melhores, consumos inferiores e maior consciência ambiental. E isto também é essencial, certo?