A adição da segunda variante elétrica na gama do 2008 permite à marca francesa criar uma outra proposta com credenciais de maior dinamismo e maior autonomia, fatores que podem ser relevantes para outros compradores. Primeiro contacto com o E-2008 equipado com o motor mais potente de 156 CV e bateria de 54 kWh na abafada cidade de Málaga. Mais do que uma mera atualização estética, a renovação do 2008 trouxe consigo também uma nova vertente 100% elétrica, neste caso, para o E-2008. Embora sem implicar mudanças na configuração e afinação do chassis, o novo binómio motor/bateria permite ao SUV de segmento B uma melhoria geral das suas competências, tanto nas prestações, como na distância a percorrer entre carregamentos. Revisitando a ‘matéria dada’, o E-2008 é um SUV bastante cómodo, marcado desde o momento em que se entra a bordo pela posição de condução elevada, excelente visibilidade e ergonomia que é marcada pela configuração do i-Cockpit. Com um volante de dimensões reduzidas e painel de instrumentos elevado, pode não agradar a todos os condutores, mas continua a ser uma solução convincente e adaptada para uma condução ágil e ‘felina’. Nesta renovação, o i-Cockpit passa a incorporar um novo design para o painel de instrumentos digital nos níveis Allure e GT. Nesta última, dispõe de visualização 3D, considerada até mais segura por melhorar a atenção do condutor em caso de alerta, parecendo sobressair do próprio painel. Os bons materiais aplicados na construção, o bom ambiente geral e o espaço bastante bom nos lugares traseiros são outros dos aspetos em grande destaque no renovado E-2008, tal como o ecrã central tátil de 10 polegadas, com o qual há uma boa interação e fácil leitura das informações. Na consola central, retêm-se os muitos espaços de arrumação, incluindo útil ‘prateleira’ para a colocação do smartphone em posição mais ou menos levantada. TUDO O QUE MUDA NO RENOVADO PEUGEOT 2008 (SIGA ESTE LINK) Na condução, o facto de ter mais potência dá ao E-2008 na configuração de 156 CV uma boa disponibilidade geral, embora seja importante diferenciar a sua condução de acordo com os modos disponíveis e que alteram a entrega da potência, sobretudo. No modo mais eficiente, o ‘Eco’, a entrega da potência e a forma como se acelera, por exemplo, são notoriamente mais prolongadas, enquanto nos modos ‘Normal’ e ‘Sport’, a entrega e a disponibilidade são mais ’emocionantes’, sobretudo quando selecionando aquele último. Nesse caso, ganha-se outra energia e as acelerações são muito mais despachadas. Há ainda um modo que incrementa a desaceleração e a consequente regeneração de energia para a bateria, por intermédio de botão junto ao seletor da caixa. A autonomia e a eficiência parecem comprovar de forma positiva as garantias da marca de um E-2008 menos dependente da tomada. Sob um calor abrasador que chegou a tocar nos 40º C entre Málaga e Marbella, o ar condicionado tornou-se companheiro indispensável e, mesmo num percurso com montanha, obtivemos um consumo médio de 14.2 kWh/100 km e uma autonomia a rondar 380 quilómetros, o que é um valor muito interessante.
- April 6, 2026