
Uma luta a quatro pela conquista do título nacional absoluto de todo-o-terreno, na derradeira prova, ilustra, de modo inequívoco, a competitividade do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AFN.
Um ponto alto a culminar temporada que registou três vencedores diferentes em seis provas.
Com duas vitórias absolutas e o máximo de pontos entre os concorrentes do Campeonato de Portugal AFN, a fechar a época, no fundo, três triunfos, João Ramos conquistou o tão desejado título, tendo justificado o favoritismo que lhe era apontado.Um estatuto, aliás, reforçado pelo triunfo na prova de abertura da temporada – Baja do Pinhal – a que se seguiu um jejum de duas provas sem ganhar, pois só na Baja de Gondomar/Rota da Filigrana o piloto-arquiteto voltou a impor-se.
De qualquer modo, João Ramos, com Vítor Jesus no banco do lado direito, acabou por ser o mais forte no momento-chave da época. Um ponto alto na longa carreira desta dupla.
Na corrida ao título, particularmente animada, estiveram os vencedores das restantes provas, com destaque para Alejandro Martins. Vitorioso na Baja de Loulé, o piloto da Toyota Hilux preparada pela MRacing, impôs-se na Baja de Idanha-a-Nova. Moralizado pela conquista da Taça Ibérica e a atravessar um bom, momento de forma, Alejandro Martins sofreu, no Rali de Marrocos, grave acidente que teve como saldo uma vértebra fraturada e impediu o piloto de discutir o título.
A ausência (forçada), na 32.ª Baja Portalegre 500, diminuiu o número de candidatos ao título e colocou Alejandro Martins no 4.º lugar do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AFN.
O piloto de Barcelos acabou por não concluir (transmissão partida) a derradeira prova, mas sagrou-se vice-campeão, após uma época marcada pela sequência de subidas ao pódio.
Com menor grau de hipóteses, Tiago Reis (Mitsubishi Racing Lancer) e Pedro Ferreira (VW Amarok) eram igualmente candidatos. O piloto de Fradelos (Famalicão) foi, aliás, uma das revelações do campeonato: estreou-se a vencer, proeza conquistada em Reguengos de Monsaraz na Baja Capital dos Vinhos de Portugal, e contribuiu de forma notória para a valia deste campeonato. Merecia mais em Portalegre , mas falha elétrico impediu arranque para o 2.º dia de prova. Apesar de tudo, o 3.º lugar final premeia a evolução demonstrada e deixa boas perspetivas para o campeonato de 2019.
Pedro Ferreira iniciou a temporada com uma Ford Ranger da South Racing, , mas optou posteriormente por uma VW Amarok e arrancou com hipóteses mais reduzidas de conquistar o título em Portalegre e acabou por não completar sequer o 3.º setor cronometrado. O 5.º lugar no campeonato deixou um sabor a pouco, mas 2019 poderá ser o ano do jovem piloto do VW Amarok demonstrar, na plenitude, todos os seus recursos.
Vencedor do Desafio Total Mazda, competição que durante uma década animou o campeonato, Pedro Dias da Silva (Mazda Proto) finalizou a temporada no 6.º lugar, seguido por Miguel Casaca (Nissan Navara), um dsa boas surpresas desta época, em que Nuno Matos teve participações episódicas.
A fechar a temporada e de regresso ao Opel Mokka Proto, sabor amargo na prova em casa: desistiu em Portalegre com a transmissão do Opel Mokka Proto partida, no final de uma temporada animada por vários out-siders, nomeadamente , André Amaral, Lino Carapeta e Nuno Madeira, os mais assíduos.
Da categoria T2 à Taça de Portugal
Na categoria T2, a experiência e ritmo do credenciado Rui Sousa (Isuzu D-Max) foram determinantes para a a conquista do título, alicerçada em dois triunfos numa categoria que registou apenas seis concorrentes.
Nuno Corvo foi o outro piloto que bisou; Edgar Condenso e Georgino Pedroso alcançaram as restantes vitórias.

Mário Duarte foi o único a bisar: Rui Marques; Hugo Raposo e Nuno Reis conquistaram uma vitória cada nesta edição particularmente animada do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AFN.
Na Taça de Portugal, o montemorense Simão Comenda dominou: somou quatro vitórias em seis provas; Hugo Rodrigues e Tiago Santos venceram as restantes provas.