CPR: Castelo Branco vibrou até ao último minuto

Motor 24
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Redação

A cidade de Castelo Branco e a região da Beira Baixa receberam a sexta prova pontuável do Campeonato de Portugal de Ralis no passado fim de semana. Foi preciso chegar à derradeira classificativa para se perceber quem ganhou a competição.

Pepe Lopez, Citroën DS3 R5, foi quem mais se destacou no início. As instáveis condições climatéricas apanharam vários pilotos de surpresa e o espanhol tirou partido disso para assumir a liderança. Apesar de Ricardo Teodósio, José Pedro Fontes e, por fim, João Barros, terem sido os mais velozes ao longo dos restantes troços da primeira etapa, Lopez segurou o primeiro lugar até ao fim. Mas um erro de percurso na superespecial ditaria uma penalização de 3m30s e uma queda para o 16º posto só conhecida a meio da noite, depois do fim da reunião do colégio de comissários.

José Pedro Fontes, que fazia a estreia do Citroën C3 R5 em pisos de asfalto, acabou por arrancar para a segunda etapa na frente. Pepe Lopez continuou a mostrar velocidade (venceu dois dos três troços da primeira secção) mas era o portuense quem controlava a situação. À partida para a derradeira secção do Rali de Castelo Branco, Fontes estava numa excelente posição voltar a vencer como fez em 2017. João Barros era segundo e Ricardo Teodósio, que estava no último lugar do pódio, já se mostrava contente se conseguisse terminar na segunda posição.

Foi nesta situação que os concorrentes partiram para as últimas três especiais. Durante a tarde, Lopez fez o pleno. Mas era entre os primeiros da geral que recaíam todas as atenções. Teodósio esteve mais forte do que alguma vez tinha estado nesta edição do Rali de Castelo Branco. Ganhou tempo em todas as especiais e, na derradeira, não só recuperou os 3,8 segundos de desvantagem para Fontes, como ainda conquistou mais 5,2s, a diferença que os separou no final com vantagem para o algarvio. João Barros cedo cedeu à pressão do rival do Skoda e limitou-se a segurar o pódio. No final, três décimos de segundo foram suficientes para deixar o líder do campeonato, Armindo Araújo (Hyundai i20 R5), no quarto posto.

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“Sinto-me muito feliz. É uma experiência nova. Já tínhamos vitórias com vitórias em Grupo N, mas não é o mesmo que à geral. Esta tem um sabor especial. No ano passado vencemos aqui em Grupo N. Este ano voltámos com um R5 e graças a toda a equipa, aos patrocinadores, à minha mãe e a todos os que estão connosco, fizemos uma boa escolha de pneus, escolhemos um bom setup no carro e conseguimos alcançar a vitória. Os nossos colegas fizeram uma escolha de pneus que não foi a mais apropriada, mas as corridas são mesmo assim. Eu já perdi muitas corridas por poucos segundos sem ter cometido nenhum equívoco ou fazer uma escolha menos acertada, mas foi muito bom estar aqui. Não podia haver melhor resultado possível para nós”,afirmou o vencedor, Ricardo Teodósio.

José Pedro Fontes lamenta o facto de ter errado na escolha dos pneus, mas assume que o triunfo de Teodósio é merecido. “Tínhamos o rali controlado. Foi uma excelente estreia do C3. Temos um potencial enorme para evoluir. Mas quando estava para arrancar para a tarde, tive a informação de que estava a chover bastante e para levar pneus de chuva. Foi isso que fizemos e infelizmente estava seco. É pena porque acho que merecíamos ter ganho. Gostávamos muito de dedicar esta vitória ao Carlos (Vieira) que faz parte da nossa família. Sinto alguma injustiça, mas se há alguém que merece esta vitória é o Ricardo (Teodósio) por tudo o que faz pelo automobilismo e pelo grande piloto que é”, explicou.

Terceiro classificado, João Barros não ficou muito contente por alcançar este resultado no regresso à modalidade. “Espectáculo. Correu muito bem. Foi um rali em que me diverti bastante. Nunca baixei os braços. Estive sempre entre os da frente. Ainda sonhei em ganhar o rali, mas não foi possível. Sempre fui muito bem recebido em Castelo Branco. Sempre me correu bem. Sinto como se fosse uma casa”, afirmou o piloto do Ford Fiesta R5.

Antunes vence para a Peugeot Rally Cup Iberia

A competitividade do Rali de Castelo Branco ficou bem marcada na luta pela classificação geral com os quatro primeiros a ficarem separados por apenas 9,5 segundos. Mas também na Peugeot Rally Cup Iberia, houve emoção até ao fim. Pedro Antunes e Paulo Lopes venceram neste particular, foram os melhores com carros de duas rodas motrizes e ainda fecharam na oitava posição da geral.

A dupla do 208 R2 protagonizou um duelo intenso com Diogo Gago. O algarvio começou por ser mais forte no primeiro dia. Já com o cair da noite era o líder. Mas um toque numa chicane durante a superespecial ditou uma penalização de 15 segundos e Antunes começou o segundo dia na frente. Entretanto, Gago voltou para o primeiro posto, mas com tudo em aberto para a derradeira secção do rali. Aí, Antunes assumiu a liderança e à partida para o último troço, os dois estavam separados por 1,1 segundos. No final, o grande vencedor foi Pedro Antunes enquanto Diogo Gago nem completou a sua participação no Rali de Castelo Branco devido a acidente. O pódio neste particular ficou completo com Roberto Blach e Hugo Lopes, segundo e terceiro respetivamente.

“Estou muito satisfeito com esta vitória. Não estava à espera de conseguir ganhar aqui. É muito bom ter adversários como o Diogo (Gago). É muito importante para conseguirmos crescer. Ele também está de parabéns. Fez um excelente rali. Agora resta continuar o trabalho para voltar a obter vitórias”, afirmou Pedro Antunes.

Entre os participantes do Campeonato de Clássicos, Cipriano Antunes foi o melhor com o Audi Quattro.

Manuel Martins foi o melhor para a Taça FPAK de Ralis

O Rali de Castelo Branco pontuou para várias competições, entras as quais a Taça FPAK de Ralis. Nesta, Manuel Martins foi o melhor. O piloto do Peugeot 206 GTi deixou Sérgio Brás, em Ford Fiesta, no segundo posto, e Pedro Leone, Ford Escort RS Cosworth, concluiu a prova em terceiro.

José Gomes impõe-se no Campeonato Centro de Ralis

Também no Campeonato Centro de Ralis houve emoção. José Gomes foi o líder da prova do início ao fim, mas no último troço tinha apenas 0,3 segundos de vantagem sobre Eduardo Veiga. O piloto do Citroën Saxo Kit Car conseguiu ser mais forte e chegou ao pódio do Rali de Castelo Branco com 14,9s de diferença para o adversário do Ford Escort MK II. Nuno Mateus, em Peugeot 206 GTi, completou o pódio.

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