A estreia de João Barros, que troca o habitual Ford Fiesta por um Skoda Fabia; de Diogo Gago ao volante de um R5, o Hyundai i20 do campeão nacional Carlos Vieira, e do baionense Vítor Ribeiro com um Citroën DS3, a par dos regressos de Joaquim Alves (Skoda Fabia), em dupla com Miguel Ramalho, e de Paulo Meireles (Hyundai i20), são notas de destaque de um rali em que a corrida ao título nacional absoluto vai ser muito renhida nas 11 classificativas de asfalto (total de 115,80 kms), incluindo a superespecial em plena cidade de Amarante, ligando ambas as margens do rio Tâmega, ao início da noite de sexta-feira.
Aliás, o clube organizador não tem poupado esforços para que esta edição histórica do rali seja do agrado de concorrentes e espectadores, uma vez que é esperada forte afluência de público às classificativas: há sinalética a indicar acesso ideal aos melhores locais.
Nas classificativas, vão ser colocadas pilhas de pneus no interior das curvas, evitando desse modo a tentação de “cortar” por dentro, para que o asfalto não fique sujo logo após a passagem dos primeiros carros.
A penúltima prova da temporada tem ainda o aliciante de ser um rali de figurino inédito, desenhado numa região em que as classificativas em piso de terra, nas serras da Aboboreira e do Marão, têm fama mundial.
Aliás, o regresso a este tipo de piso pode ser realidade já no próximo ano, de acordo com as palavras de Ni Amorim, presidente da FPAK. Na cerimónia de apresentação da prova, aquele responsável prometeu «empenho da entidade federativa para que este rali regresse aos pisos de terra. Com o aval dos clubes organizadores de ralis, poderemos, ter, eventualmente em 2019, o Rali Amarante-Baião disputado em terra».Líder de um campeonato em que os quatro primeiros estão separados por 43,45 pontos, Armindo Araújo não vai ter tarefa fácil pela frente. O piloto do Hyundai não foi particularmente feliz nos dois últimos ralis em asfalto – Castelo Branco e Vinho da Madeira – e vai tentar dar passo decisivo para a conquista do título.
Disposto a não ceder um palmo de terreno ao piloto de Santo Tirso, Ricardo Teodósio (Skoda Fabia) , vencedor em Castelo Branco, surge mais motivado do que nunca.
José Pedro Fontes (Citroen C3) e Miguel Barbosa (Skoda Fabia) são candidatos o lugares de topo.
Liberto de qualquer tipo de pressão, João Barros (Skoda Fabia) pode causar surpresa e Diogo Gago (Hyundai) tem exigente desafio pela frente neste rali que conta, a nível do R5, com seis Skoda; quatro Hyundai; três Citroën e um Ford Fiesta.
A correr em casa, Vítor Pascoal (Porsche 997 GT3) fará prova solitária nos GT, face à ausência de Adruzilo Lopes.
O rali tem início na sexta feira (dia 21 de setembro), às 16.00 horas, frente ao mosteiro de S. Gonçalo. A dupla passagem pelo troço Marão (13,48 km) o mais extenso, antecede a superespecial (2,40 km) no centro de Amarante.
No sábado (dia 22 de setembro), duas passagens por Baião/Vida Natural (10,43 km) e Teixeira e Teixeiró (7,60 km) na secção matinal; à tarde, após a neutralização em Baião, as classificativas de Carvalho de Rei (12,93 km) e Rota do Vinho Verde (12,44 km), por duas vezes, antecedem o pódio (19.25 horas) no Parque Ribeirinho, em Amarante.
O rali organizado pelo Clube Automóvel de Amarante, que conta com o forte apoio dos municípios que dão nome à prova, é pontuável não só para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes (CPR 2WD), mas também para o Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis (CPCR), Campeonato de Portugal GT de Ralis (CPGTR), Campeonato de Portugal Iniciados de Ralis (CPIR), Taça FPAK de Ralis (TFR), Campeonato Norte de Ralis (CNR), Copa 106 e Challenge 1000.