As preocupações em termos de saúde pública suscitadas pelos presidentes dos municípios onde decorre o Rali Terras de Aboboreira — Amarante, Baião e Marco de Canaveses –, nos dias 30 e 31 de outubro, levaram a comissão organizadora da prova a promover uma reunião entre as partes envolvidas e o presidente da FPAK, no sentido de serem esclarecidas e explicado o enquadramento legal que permite a realização da prova.
No final, foi emitido um comunicado, em que se refere que, no decorrer desse encontro, o presidente da FPAK, Ni Amorim, explicou «o enquadramento legal para a realização da prova, nomeadamente a premissa de, em tempo útil, aquela entidade federativa ter apresentado um plano à tutela que, entre outros, definia a obrigatoriedade de cada uma das provas a realizar ter um plano de contingência específico».
Esse plano foi elaborado pela própria FPAK, mereceu a aprovação das autoridades de saúde e, «com base nestes pressupostos, a DGS catalogou o desporto automóvel como baixo risco».
Ainda de acordo com o presidente da FPAK, «a realização da prova está autorizada pela tutela, nomeadamente pela Secretaria de Estado do Desporto e Juventude». O rali «ocorrerá sob as mesmas medidas em que ocorreram as restantes provas realizadas nesta fase pandémica».
Desse modo, o Rali Terras de Aboboreira «está autorizado e registado no calendário sob autorização federativa emitida a 1 de outubro de 2020».
O referido comunicado termina com uma referência às competições do fim-de-semana e que «serão de igual modo realizadas as restantes provas de campeonatos nacionais e internacionais que estavam calendarizadas».
Apelo ao público para ficar em casa
A terminar, a comissão organizadora do rali, a FPAK e os presidentes de Câmara, lançam um apelo: «respeito pelas normas, e, contrariamente ao habitual, para esta edição, pedimos aos adeptos que não se desloquem às nossas serras, para que possamos no próximo ano ter novamente o Rali Terras de Aboboreira no calendário».