
Um dia com dupla face: na manhã quente e ensolarada, brilhou Ricardo Porém (VW Amarok), vencedor do prólogo; à tarde, a chuva, inclemente, caiu na fase derradeira do setor cronometrado, em que ambos os Mini da X-Raid, fizeram a diferença: Joan Roma, a utilizar a versão do Dakar 2019 do Mini JCW Rally conquistou a liderança, seguido por Stéphane Peterhansel, com João Ramos a somar dividendos na corrida ao título: o piloto da Toyota Hilux é o 3.º classificado da geral, ou seja, o melhor português e já conquistou dois pontos bónus.
Entretanto, em consequência de um toque, Ricardo Porém não alinha na 2.ª etapa.
Pó e lama, sol, chuva intensa e trovoada foram os ingredientes do primeiro dia da edição 32 da emblemática Baja Portalegre 500, uma vez mais um caso raro de sucesso em termos de público: milhares de espetadores marcaram presença bem cedo ao longo do traçado (5,3 km) do prólogo, ganho pelos irmãos Ricardo e Manuel Porém (VW Amarok).«Conseguimos encontrar uma afinaçâo adequada e divertimo-nos imenso», referiu o piloto de Leiria, que suplantou Joan Nani Roma (Mini) por 2,3 segundos. João Ramos (Toyota Hilux) autor do 3.º tempo absoluto foi o melhor dos concorrentes do Campeonato de Portugal AFN.
«Adotámos uma toada a pensar no campeonato em não na vitória à geral; evitámos correr riscos para não furar, até porque há limite de pneus», referiu João Ramos, que terminou o dia 2m 37 s do líder.
O piloto nortenho confirmou, no primeiro setor cronometrado – 99 km entre Ponte de Sor e Portalegre – o bom andamento evidenciado no prólogo e voltou a somar um ponto para as contas do campeonato, graças ao 3.º lugar absoluto, atrás de ambos os pilotos da X-Raid/Mini.
Todavia, quer Perterhansel, quer Nani Roma, furaram na mesma curva. «foi incrível, darmos toque numa pedra, escondida pela água, a 500 metros do final», contou o espanhol ao MOTOR 24.
Pior sorte teve Ricardo Porém: a 10 km do final, deu toque numa árvore e danificou a frente da VW Amarok.
«Não sei como explicar o que aconteceu. São coisas das corridas», desabafou Ricardo Porém. A descida para o 4.º lugar, a 3m 07s do líder, foi inevitável, atrás de um moralizado João Ramos, mas os danos na VW Amarok. foram irreparáveis em tempo útil: a caixa de direção ficou estalada e o charriot empenado. Uma reparação que ditaria forte penalização. Assim, a South Racing aconselhou o piloto, que venceu as quatro últimas edições da prova, a desistir.
Joan Roma com o Mini versão Dakar 2019
Joan Nani Roma é estreante em Portalegre e utiliza a versão para o Dakar 2019 do Mini JCW Rally, dotado, nomeadamente, de um novo intercooler.

Na corrida ao título nacional, Tiago Reis (Mitsubishi Racing Lancer) é o segundo melhor colocado – 7.º da geral – apesar de «termos sofrido um furo. Sentimos dificuldades na parte final com o piso muito escorregadio», referiu o piloto de Famalicão, que tem 26 segundos de vantagem para Hélder Oliveira.
O piloto do Mini CaTTiva é o 7.º classificado, e confessou:
«A chuva apanhou-nos de surpresa na parte final», sublinhou Hélder Oliveira, enquanto Pedro Ferreira – outro candidato – não conseguiu melhor que o 11.º lugar.
Boa nota para a regularidade de Paulo Rui Ferreira (Toyota Hilux) a cotar-se como o melhor dos seis pilotos da MRacing, ao ocupar o 5.º lugar da geral.
Nuno Matos (Opel Mokka Proto) terminou a etapa no 9.º lugar, ou seja, seis pilotos portugueses no top 10.
Alexandre Franco (Nissan) lidera T2
Na categoria T2, os irmãos Alexandre e Rui Franco, de novo com a Nissan Navara, estão na frente, enquanto no Evento Nacional lidera a dupla Jorge Cardoso/Joaquim norte (Mazda).
No T8, Rui e Miguel Marques têm vantagem de 29 segundos para César e Filipa Sequeira num duelo entre Nissan Navara.
Pedro Dias da Silva/José Janela é da dupla que comanda o Desafio Total Mazda.
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