Rali Vinho da Madeira: candidatos com estratégias distintas

01/08/2018

Miguel Barbosa (Skoda Fabia) impôs-se no rali madeierense,, em 2017, entre os concorrentes do Campeonato de Portugal
 

A contagem decrescente para o arranque da edição n.º 59 do Rali Vinho da Madeira (3 a 5 de agosto), uma das mais prestigiadas e emblemáticas provas do panorama europeu, entrou na fase final.

A tradicional superespecial da Avenida do Mar, no Funchal, abrirá as hostilidades. Ser líder no final do primeiro dia de prova significa pouco mais que uma proeza mediática, uma vez que as jornadas seguintes adivinham-se tão duras, quanto renhidas.

Giandomenico Basso (Hyundai i20) é um dos mais fortes candidatos ao triunfo – o italiano tenta inédito 5.º triunfo na prova insular, mas os pilotos continentais e, muito em particular, os madeirenses estão igualmente na liça pelo triunfo.

Todavia, há outros objetivos a atingir nesta antepenúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e daí que as estratégias a seguir mereçam particular atenção ao longo do rali.

De regresso à Pérola do Atlântico, 12 anos volvidos, Armindo Araújo não esconde que vai lutar pelos lugares cimeiros, mas, o campeonato – que lidera – está na primeira linha das preocupações.

«É ótimo voltar a disputar um rali que não deixa nenhum piloto indiferente. As classificativas da Madeira têm características muito particulares o que tornam a prova muito exigente. A oposição estará muito forte, pois tem vindo a disputar este rali todos os anos, mas vamos lutar pelas primeiras posições como fazemos em todas as provas», adiantou o piloto do Team Hyundai Portugal.

Armindo Araújo (Hyundai i20) lidera o Campeonato de Portugal de Ralis e tem como objetivo primordial a conquista do título nacional

Para o líder do campeonato, «o principal objetivo é, naturalmente, as contas do CPR», sem esconder que gostaria de vencer. «Basicamente, são duas provas distintas dentro de uma; assim, temos de nos focar no mais importante e isso é, de modo claro, a matemática que nos permita chegar ao título no final do ano», acrescentou o piloto de Santo Tirso.

O algarvio Ricardo Teodósio (Skoda Fabia) é o atual vice.líder do CPRVice-líder do CPR; Ricardo Teodósio surge moralizado pelo triunfo em Castelo Branco.

«Gosto bastante da prova madeirense e o carro está excelente», sublinhou o piloto do Skoda Fabia preparado pela ARC Sport.

«Trabalhámos bastante com a equipa no alinhamento e nas suspensões e acho que encontrámos um bom compromisso. Estou cada vez mais à vontade ao volante do carro, o que me dá bastante confiança», confessou o piloto algarvio.-

Quanto a objetivos, mostra-se claro:

«Vou tentar fazer o máximo de pontos possível para o campeonato, tendo em conta que temos pela frente fortíssimos adversários madeirenses e também os melhores nacionais. Vou tentar ganhar entre os concorrentes ao CPR», adiantou Ricardo Teodósio, muito determinado.

Para Miguel Barbosa, que se impôs em 2017 entre os concorrentes do CPR, somou o máximo de pontos, conquistar proeza idêntica é o sonho:

«Gostaria de repetir esse triunfo e estamos a trabalhar afincadamente para que isso possa acontecer», salienta o piloto do Skoda Fabia, atual 3.º classificado do CPR, a 0,7 pontos da vice-liderança.
José Pedro Fontes, na foto em ação no Rali de Castelo Branco, estreia um Citroën C3 R5 que vai ficar na posse da equipa

Com um bom histórico na prova madeirense nas três últimas participações – 2.ª posição (2014); 3.º lugar (2015) e vitória (2016) com Inês Ponte – José Pedro Fontes estreia o Citroën C3 pertencente, em definitivo, à Sports &You. Em Castelo Branco foi utilizada uma unidade cedida pela Citroën Racing.

No rali da Escuderia, o triunfo fugiu «devido a um erro na escolha de pneus, em face da instabilidade meteorológica», recordou Fontes.

Desse modo, «são elevadas as expectativas para este Rali Vinho da Madeira», confessou o piloto do Porto.

Alexandre Camacho sublinha ritmo elevado dos madeirenses

Na corrida para o triunfo surge, naturalmente, o madeirense Alexandre Camacho (Skoda Fabia), vencedor em 2017.

«Gostaríamos de ganhar outra vez, mas sabemos que temos uma concorrência muito grande; logo, vai ser um rali muito disputado, quer pelos pilotos locais, continentais e com o Basso. Por isso, antevemos um rali muito competitivo e difícil. Assim, o objetivo é andar o máximo e o melhor possível», revelou Alexandre Camacho, 2.º classificado do Campeonato da Madeira de Ralis Coral, a 1 um ponto do líder João Silva (Citroën DS3).

«O ritmo a que temos andado na Madeira tem sido muito elevado; por isso, acho que qualquer um dos pilotos madeirenses poderá lutar pelos lugares da frente», sublinhou Alexandre Camacho.

O 59.º Rali Vinho da Madeira, organizado pelo Club Sports da Madeira, pontua igualmente para o Iberian Rally Trophy (IRT) e para o Tour European Rally Series (TER).

A estrutura da prova é idêntica à dos últimos anos: 19 provas especiais de classificação, totalizando 204,92 km.

Dia 3 de agosto (6.ª feira), corre-se a superespecial da avenida do Mar (2,18 km).

No dia seguinte (dia 4 de agosto), há 116,76 km ao cronómetro; no domingo (dia 5 de agosto, oito especiais num total de 85,98 km.

Ver mais em: http://ralivm.com/2018/en