Combustíveis fósseis vão ficar mais eficientes e deixar energia solar para trás

Os combustíveis fósseis são pouco eficientes e poluentes. Não só a queima de gás ou petróleo tem uma pequena eficiência térmica, como o resultado é a produção excessiva de elementos como monóxido de carbono, dióxido de carbono, hidrocarbonetos e ozono à superfície, prejudicando a saúde humana. As energias solar e eólica, renováveis, foram apresentadas como alternativas, mas ainda não produzem a quantidade de energia suficiente para substituírem as fontes tradicionais.

Embora o uso desta tecnologia de produção de energia tenha avançado bastante em países em vias de desenvolvimento, populações remotas continuam sem acesso à eletricidade. E poderão ser os combustíveis fósseis a fornecer essa energia, de um modo fiável e acessível do ponto de vista financeiro. Essa é a ideia de Max Mankin, engenheiro e co-fundador da Modern Electron, que quer aplicar nanotecnologia às centrais termoelétricas, a um nível bastante mais reduzido.

De acordo com Mankin, “o principal problema com estes motores de combustão é que são muito grandes e não trabalham a uma escala reduzida. Nós estamos a construir alternativas que podem funcionar a uma escala muito menor e de forma barata. Vão poder ser transportados em mochilas ou serem usados, de forma compacta, para substituir centrais elétricas”.

O princípio é o mesmo de uma central elétrica, só que, em vez de usar calor para mover turbinas, vai usar calor para mover eletrões, gerando energia de forma eficiente com materiais mais pequenos. Para Mankin, “mesmo uma melhoria de um por cento na eficiência com combustíveis fósseis seria suficiente para igualar a produção de todos os painéis solares no mundo”.