Reino Unido prepara-se para proibir vendas de carros a gasolina e Diesel

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Seguindo as pisadas do anúncio de França de proibir os carros com motor de combustão interna em 2040, o Reino Unido poderá estar em vias de colocar igualmente um ponto final nas vendas de veículos novos com motor térmico a partir daquele ano.

Com as questões ambientais a terem um peso cada vez maior, o Governo britânico receia que o aumento dos níveis de agentes poluidores nocivos na atmosfera, sobretudo do monóxido de azoto (NOx), possa ter um efeito grave na saúde dos seus cidadãos, determinando assim a venda de carros com motor de combustão interna a partir de 2040, incluindo também os de modelos híbridos, de acordo com o jornal The Guardian, que avança esta informação.

Segundo aquele órgão de comunicação, o ministério do ambiente do Reino Unido acredita que os efeitos da poluição são demasiado elevados e que acarretam não só problemas para a saúde das pessoas, mas também custos para o Estado na forma de tratamentos clínicos e perdas de produtividade, devido a baixas relacionadas com os problemas ambientais.

Uma fonte do governo explicou ao The Guardian que se trata de uma “questão de saúde pública”, repetindo um termo que o Governo francês também utilizou aquando do seu recente anúncio de proibição agendada para 2040. No caso do Reino Unido, alguns ministros têm vindo a apontar a necessidade de introduzir zonas ‘limpas’ às quais os carros teriam de pagar uma taxa para aceder, as ‘Clean Air Zones’, ou CAZ, na sua abreviação, mas o Governo não quer lançar mais taxas aos automobilistas.

Um plano final para o combate à poluição atmosférica será revelado esta quarta-feira, enfatizando a necessidade de melhorar a qualidade do ar com recurso à modificação de autocarros e outros transportes públicos, alteração no desenho de algumas estradas e de características, como rotundas e lombas de redução de velocidade, conforme reporta o jornal britânico. Além disso, também os semáforos terão os seus tempos de funcionamento modificados para tornar as viagens mais fluidas e assim obrigar e menos tempos de paragem com os motores em funcionamento.

As autarquias terão fundos para acelerar essas mudanças de forma a promover uma melhor qualidade do ar, mas as taxas para os automobilistas permanecerão, ao que tudo indica, fora do plano prático para demover os automobilistas de utilizarem os seus carros. No plano estratégico do país para incentivar a meios de transporte mais eficientes deverá estar ainda um investimento de cerca de 100 milhões de libras no alargamento da rede de carregamento de elétricos e apoios para a compra e ‘leasing’ de carros com tecnologia Plug-in híbrida.

Note-se que um estudo recente do Royal College of Physicians (Colégio Real de Medicina) indicou que a poluição dentro e fora de casa pode causa, pelo menos, 40.000 mortes por ano no Reino Unido com um custo associado de 20 mil milhões de libras.

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