Ensaio Isuzu D-Max: Mais atrativa e funcional

Reis Pinto
Reis Pinto
Jornalista

A Isuzu D-Max, uma das pick-ups mais vendidas no nosso país, rejuvenesceu. Um hábil restyling exterior e interior atualizaram-na perante a concorrência, enquanto o novo motor 1.9 de 163 cavalos e 350 Nm de binário lhe garantem um lugar na linha da frente. Não se esperem grandes luxos ou mordomias, mas o essencial está lá e a preços convidativos, sendo que a versão 4×2 paga Classe 1 nas portagens.

Numa altura em que marcas generalistas, como a Renault, ou mais elitistas como a Mercedes-Benz, se aventuram no mercado das pick-ups, a Isuzu deu um novo fôlego à D-Max. E o que mais salta à vista é o novo desenho da parte frontal, que ficou bem mais agressiva, com óticas de grande dimensões, luzes LED e faróis de nevoeiro.

Também a traseira foi renovada, com os grupos óticos a recorrer a iluminação LED. Um todo que inspira robustez e mete respeito no meio do trânsito citadino que não é, claramente, onde esta D-Max se sente bem, mais por dificuldades em encontrar estacionamento, pois os mais de 5,2 metros da versão que ensaiamos, de cabine dupla, deixam-se conduzir bem.

Os 160 cavalos lidam bem com as quase duas toneladas desta pick-up e mais do que isso, os 360 Nm de binário, disponíveis entre as 2000 e as 2500 rotações tornam esta D-Max bem despachadinha (relevamos os consumos para segundo plano pois a unidade que nos foi cedida tinha apenas algumas centenas de quilómetros percorridos). A marca declara uma velocidade máxima de 180 km/h, que nos parecem perfeitamente ao alcance da D-Max.

A passagem de duas para quatro rodas motrizes faz-se com um simples movimento num seletor redondo e o diferencial de deslizamento eletrónico limitado garante melhor aderência em pisos mais escorregadios.

Nascida para o trabalho

O conforto não é para aqui chamado, pois a D-Max é, na sua génese, um veículo nascido para o trabalho e a suspensão é naturalmente dura. Mas a versão que o Motor24 ensaiou, a On Board, de cabine dupla, acrescenta à D-Max pormenores de refinamento, como bancos em pele elétricos e aquecidos, ar condicionado automático, estribos laterais, ecrã tátil de sete polegadas, câmara de estacionamento traseiro e um sistema áudio de boa qualidade (conta com duas colunas de teto).

No interior, espaçoso e com suficientes locais de arrumação, não gostamos do diâmetro do volante, demasiado fino, da caixa de (6) velocidade de acionamento algo “rude” e do apoio de braços central recuado. Os plásticos são duros, mas fáceis de limpar após uma jornada de TT.

Norma Euro6

A marca destaca que este motor cumpre a norma Euro 6 e sem necessidade de adição de Adblue, o que diz bem da sofisticação deste motor. Aliás, a marca japonesa é um dos mais reputados construtores de motores Diesel, e não podemos esquecer que já equipou marcas como a Renault, a Opel e outras insígnias do Grupo General Motor. Ainda hoje fabrica mais de meia centena de diferentes tipos de motorizações Diesel, com uma produção anual de 15 milhões de unidades.

A D Max está disponível com cabine simples (com tração traseira ou integral), longa e dupla, perfazendo 14 versões. Tem uma capacidade de carga de 3 500 kg e uma garantia cinco anos ou 100 mil quilómetros. Está ainda disponível com caixa automática numa das versões LS (de lazer).

Os preços começam nos 19.106 euros da versão de cabine simples e tração traseira e culminam nos 32.430 na versão de cabine dupla, 4×4 e caixa automática.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.