Skoda Rapid Monte Carlo: Familiar com perfume desportivo

Reis Pinto
Reis Pinto
Jornalista

Encaixado entre o Fabia e o Octavia, o Skoda Rapid, por nós ensaiado na sua versão Spaceback Monte Carlo, constitui-se numa boa alternativa para quem não necessita de uma mala gigante, mas não dispensa um ar jovial e com um perfume “desportivo”, dado pela denominação e pelos detalhes estéticos, como sejam a cor vermelha dominante a ser contrastada pela jantes em negro e pelo tejadilho panorâmico em vidro escurecido.

Junte-se um competente motor Diesel 1.6 TDI, de 115 cavalos, e temos uma boa alternativa às propostas mais tradicionais do segmento.

Não se esperem grandes fantasias no interior deste Rapid, ou não gravitasse a Skoda no universo da Volkswagen. É austero sem ser desagradável, utiliza materiais aceitáveis e tem uma montagem robusta. A marca continua a apostar nos botões e teclas para comandar algumas funções, embora disponha de um monitor tátil de 6,5 polegadas, que gostaríamos de ver colocado um pouco mais alto, por forma a não termos de desviar os olhos da estrada.

O Spaceback não é pródigo em locais de arrumação, mas mesmo assim podemos contar com espaço nas portas dianteiras suficiente para garrafas de 1,5l, no apoio de braços ou nas laterais dos bancos dianteiros, que possuem duas bolsas em rede. Atenta à necessidades dos clientes, a Skoda dotou o Rapid de um suporte específico para smartphones em frente à alavanca das velocidades, de um guarda-chuva guardado numa gaveta sob o banco do passageiro e arranjou mais um pequeno espaço sob o banco do condutor para guardar o colete refletor.

Quem não se pode queixar são os ocupantes, pois este Rapid tem das maiores cotas interiores do segmentos, permitindo a quatro pessoas viajar com todo o desafogo. O quinto elemento tem de se debater com a intrusão do túnel destinado a versões de quatro rodas motrizes que utilizam esta plataforma e a um porta-copos.

A bagageira tem capacidade para 415 litros, podendo chegar aos 1380 litros com o banco traseiro integralmente rebatido. As cavas das rodas são um pouco intrusivas, mas permitem criar duas bolsas para guardar pequenos objetos.

Bem equipado

Por outro lado, o fabricante checo aposta forte na conectividade, com o denominado Skoda Connect, que inclui a função Infotainment Online (com dados sobre navegação e informação em tempo real) e a Care Connect, que permite o acesso a informações sobre o veículo. É possível, por exemplo, aceder à localização do seu Skoda no parque de estacionamento de uma grande superfície, incluindo a hora em que o parqueou, ou a dados da condução, como o consumo e velocidade médios, a distância percorrida ou o tempo de viagem.

Nesta versão Monte Carlo temos direito a bancos dianteiros desportivos, numa combinação de vermelho, preto e cinza, no fole da alavanca de velocidade em couro com pespontos vermelhos, o volante desportivo e embaladeiras decorativas nas portas. No exterior distingue-se pelos retrovisores em preto, um tejadilho panorâmico em vidro escurecido que se estende até à quinta porta, os faróis bi-xénon e as jantes pretas Italia, de liga leve e 16 polegadas.

Sublinhe-se, por não ser uma solução ainda muito usual, que o tejadilho panorâmico possui duas cortinas, que podem ser usadas individualmente, cobrindo os apenas lugares da frente ou os traseiros.

Motor económico

O conhecido 1.6 TDI do Grupo VW debita, nesta versão, 115 cavalos e 250 Nm, “números” mais do que suficientes para os 1287 quilos do Rapid Spaceback e que permitem uns agradáveis 9,9 segundos dos 0/100 km/h e uma velocidade máxima (198 km/h) bem para lá dos limites legais.
O Rapid denota alguma “preguiça” abaixo das 1500 rpm, mas depois desperta com alegria e aconselha a alguns cuidados na forma como usamos o acelerador. No reverso da medalha, transmite segurança nas ultrapassagens, pois basta reduzir uma relação de caixa (e são apenas cinco) para o Rapid ganhar rapidamente velocidade.

Em estradas mais sinuosas nota-se que este é um modelo mais virado para o conforto e para a segurança que para a diversão, ou seja, mais virada para os passeios em família que para as classificativas do Monte Carlo.
Uma vez apreendido tudo o que o Rapid tem para oferecer (e é bastante) resta olhar para o computador de bordo e ver uns tranquilizadores 5,8 l/100km, feitos sem a mínima preocupação com o consumo.

Resta falar dos preços. A versão Monte Carlo a gasóleo está muito bem equipada e o preço começa nos 28 mil euros. Esta mesma versão, mas com o motor 1.0 TSI (tricilíndrico a gasolina) de 110 cavalos e caixa manual de seis velocidades, custa a partir dos 22.400 euros. Mas a gama Spaceback começa nos 18.790 euros (gasolina) e nos 22.351 (Diesel, com o motor 1.4 TDI).

Mas o Rapid também dispõe de uma versão limousine, esteticamente mais consensual, com preços a começar nos 18.748 euros (1.0 TSI de 90 cavalos) e a culminar nos 24.979 euros para o motor 1.6 TDI (115 cavalos).

Refira-se que o motor de 90 cavalos pode ser comprado com caixa manual de cinco velocidade ou automática DSG, de sete. A versão a gasolina de 110 cavalos tem caixa manual de seis velocidades, a 1.4 TDI uma DSG e o motor 1.6 TDI apenas é vendidos com caixa manual de cinco velocidades.

FICHA TÉCNICA
Skoda Rapid Spaceback 1.6 TDI Monte Carlo
Motor: Turbo, injeção direta, quatro cilindros em linha
Cilindrada: 1598 cm3
Potência: 115 CV às 3500 rpm
Binário máximo: 250 Nm às 1500-3000 rpm
Tração: Dianteira
Caixa: Manual, cinco velocidades
Aceleração (0-100 km/h): 9,9 segundos
Velocidade máxima: 198 km/h
Consumo médio anunciado (medido): 4.2 l/100 km (5,8 l/100 km)
Emissões de CO2: 109 g/km
Peso: 1.287 kg
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4319/1706/1459
Distância entre eixos (mm): 2602
Preço: 28.000 euros

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.