Uma grande evolução em todas as áreas – na autonomia, na potência elétrica e na facilidade de carregamento. A nova variante híbrida plug-in do Classe S, de quarta geração, melhora substancialmente em comparação com a variante de ligar à tomada do modelo anterior, o S 560e, que se demarcada por uma bateria de iões de lítio muito compacta com apenas 13.5 kWh. No caso do novo S 580e, a bateria mais do que duplica na sua capacidade, passando a ser de 28.6 kWh.
Na base do módulo híbrido plug-in está a conjugação do motor de seis cilindros a gasolina com 367 CV de potência e 500 Nm de binário a uma máquina elétrica de 110 kW (150 CV) de potência com binário de 440 Nm. Em conjunto, oferecem 510 CV de potência, gerida através de uma caixa automática 9G-Tronic de última geração.
Ao Motor24, Klöpfer explica que “estamos mais elétricos do que nunca”, com um novo modelo que eleva os predicados já conhecidos em termos de hibridação, facilitando campos como os do carregamento, destacando a existência de dois carregadores, “um de série de 11 kW (AC) e outro opcional de 60 kW (DC) que carrega de zero a 100% em cerca de meia hora”.
“Da primeira geração para a quarta, a mais recente, aprendemos bastantes coisas. Penso que agora estamos num ponto em que nos livramos de todas as potenciais desvantagens de um sistema híbrido. É uma evolução clara. Estamos na quarta geração e creio que temos dado mais um passo a cada geração, com mais potência e mais autonomia”, refere o engenheiro responsável pelo sistema plug-in do novo Classe S, o qual beneficia grandemente da abordagem modular levada a cabo pela Mercedes-Benz.
“Temos um sistema modular em que, para todos os nossos sistemas híbridos, usamos a mesma caixa de velocidades, a mesma unidade de comando, baterias semelhantes e os mesmos carregadores. Além do sistema modular nas nossas unidades híbridas, temos uma plataforma também modular para os veículos. No Classe S, temos o motor de seis cilindros que é o mesmo motor do S 500, mas com algumas modificações, como por exemplo, a ausência de correia, mas a base do motor é a mesma, o mesmo se passando com a caixa. Claro que apenas o plug-in tem a bateria grande e os carregadores, mas desde uma fase muito inicial do desenvolvimento que pensámos nisso, pelo que a integração de todos os componentes e as alterações do eixo traseiro foram feitas para garantir que podemos usar rodos os componentes no mesmo carro e na mesma plataforma”, revela.Quanto a mais variações híbridas plug-in, Klöpfer assume que o Diesel está fora da equação, atendendo até ao facto de que “a quota de mercado Diesel na gama Classe S é muito pequena, sendo menor do que no Classe E, por exemplo”, não sendo de esperar, por isso, que se repita a fórmula plug-in com um motor turbodiesel.
Nessa mesma noção de adaptabilidade ao perfil dos clientes, aquele responsável alemão assume que “temos um bom produtos e os clientes devem olhar para ele para perceber se podem carregá-lo em casa ou no trabalho e se o seu perfil se adequa ao de um plug-in”, ajudando dessa forma a que as más abordagens à utilização de um plug-in sejam postas de parte. E detalhas as razões que o levam a acreditar na cada vez maior aceitação dos automóveis deste tipo.
“O tempo de carregamento não é muito grande e penso que para os plug-in híbridos é uma das vantagens face aos elétricos. Temos um carregador de bordo de 11 kW AC para um carregamento total em apenas duas horas, ideal para uma ida às compras, por exemplo. Mas alguns clientes também vão mudar e começar a achar que com um carregador DC também podem carregá-lo na autoestrada numa paragem para o café para terem novamente a bateria completa. Mas isso depende do cliente. É bom tê-lo como opção e vamos ver como é que os clientes vão usar os carregadores”, afirma.
Se o S 580e é o pináculo na marca alemã em termos de hibridação, o EQS sê-lo-á na área da eletrificação pura, havendo entre as equipas de desenvolvimento do Classe S e do EQS uma sinergia vantajosa para ambas as partes. “Trabalhamos conjuntamente com os colegas do sistema de alta voltagem, por exemplo, e as pessoas que trabalham nos carregadores dos EQC, EQS e dos plug-in partilham componentes, experiência e softwares”, revela, demonstrando que o foco na eletrificação é único no seio da Mercedes-Benz.
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