A Porsche abraça por completo a eletrificação e tem no Taycan um exemplar de ponta, que tem vindo a convencer cada vez mais os adeptos da marca alemã. O sucesso do Taycan fica bem patente na perspetiva de chegar ao final deste ano marcado pela pandemia com 230 unidades vendidas – uma grande parte encomendada ainda antes de se conhecer a Covid-19 no início deste ano.

Assim se explica o grande impacto que o Taycan, berlina desportiva 100% elétrica, está a ter no conjunto de vendas da Porsche, com Nuno Costa, relações públicas e diretor de marketing da Porsche Ibérica, a destacar a forma como o Taycan impressionou os clientes da marca, quer os mais antigos, quer os novos, aqueles que “sempre adoravam a marca, sempre desejavam ter um Porsche, mas que, nalguns casos, ia contra as suas convicções mais ecológicas”.

Foi também esse mesmo avanço e arrojo da Porsche que levou muita gente a querer fazer parte da leva inicial de compras do desportivo elétrico mesmo antes de se tornar numa realidade. “Durante muito tempo, falou-se deste modelo e as pessoas, muitas delas interessadas em fazer parte deste movimento, quiseram logo encomendar o Taycan de início, muito antes dos efeitos da pandemia, ao contrário do que muitos poderão pensar de que foi a pandemia a aumentar as vendas do Taycan”, acrescentou ainda.

Mas o Taycan é apenas a ponta do icebergue, uma vez que a marca está a observar um momento de transição, criando o departamento E-Performance para os modelos eletrificados (híbridos plug-in e elétricos), que tem sido responsável pelas versões mais ecológicas do Cayenne, Macan ou Panamera. A transformação da mobilidade é exemplificada ainda pelo próprio comportamento do mercado.

Há quatro anos, em 2016, a Porsche Ibérica tinha 4% de veículos híbridos vendidos, em 2019 esse valor era já substancialmente diferente, 33% das vendas a corresponderem a eletrificados (um em cada três vendas). Para 2023, esse valor irá subir para 63% das vendas e no final da década, em 2028, as versões de motor de combustão interna terão um peso muito mais reduzido, uma vez que 89% das vendas será de veículos eletrificados.

Em termos de incidência de vendas em solo nacional, o Norte parece ser aquele que mais entusiasticamente abraçou o novo Taycan, com uma maior preponderância nas vendas, graças aos esforços dos dois Centros Porsche de Porto e Braga.

Gama em crescimento

Se o Taycan surgiu inicialmente com as versões Turbo e Turbo S, a gama da berlina desportiva cresceu com o Turbo 4S, com duas baterias de capacidades diferentes, disponibilizando até 530 CV (390 kW) com a bateria Performance (79.2 kWh) e até 571 CV (420 kW) com a bateria Performance Plus (93.4 kWh).

Mas, já apresentado na China, o Taycan de tração traseira também irá chegar a outros mercados como o nacional com um preço de entrada abaixo dos 100 mil euros. Este será o modelo de entrada na gama Taycan.

Além disso, a própria derivação de carroçaria terá lugar com a adição do Taycan Cross Turismo, no final deste ano. Em 2022, a Porsche terá investido mais de seis mil milhões de euros em mobilidade elétrica.

No topo da gama continuarão a estar os Turbo, com 500 kW (680 CV), e o Turbo S, com 560 kW (761 CV), sendo este último o pináculo do modelo eletrificado, com a possibilidade de acelerar dos zero aos 100 km/h em apenas 2,8 segundos graças à função Launch Control.

O Turbo S tem uma autonomia até 412 quilómetros e o Turbo uma autonomia até 450 quilómetros (de acordo com o ciclo WLTP em ambos os casos). A velocidade máxima de ambos os modelos de tração integral é de 260 km/h.

O Taycan é o primeiro veículo de produção com uma voltagem de 800 volts, ao invés dos habituais 400 volts para automóveis elétricos. Esta é uma vantagem particular para os condutores do Taycan: em apenas cinco minutos, a bateria pode ser recarregada através de corrente contínua (DC) a partir das estações de carregamento da rede de alta potência para uma autonomia até 100 quilómetros (de acordo com o ciclo WLTP). O tempo para carregamento de cinco a 80% é de 22,5 minutos, em condições ideais de carregamento, enquanto a potência máxima de carregamento (pico) é de 270 kW.

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