O setor automóvel tem-se debatido com um problema crónico de dificuldades na oferta, sobretudo desde que a pandemia de Covid-19 se tornou numa realidade. Muitos dos seus principais desafios já foram debelados, mas novos surgiram, incluindo um bastante peculiar: a falta de transportes para os automóveis. Ao longo dos últimos três anos, a cadeia de produção de automóveis novos debateu-se com instabilidade na obtenção de componentes essenciais para os novos veículos, como são os casos dos chips semicondutores, sem os quais muitas das funcionalidades modernas dos veículos – sobretudo em matéria de tecnologia embarcada – não podem ser oferecidas. Mas não foi só a pandemia a causar constrangimentos. Desde o início da guerra na Ucrânia, devido à invasão daquele país pela Rússia, que têm existido outros constrangimentos, nomeadamente nos fornecimentos de aços, cablagens e vidro, outros componentes fundamentais. No entanto, o mais recente problema a nível europeu reside na falta de transporte de veículos novos, através de dois vetores: por um lado, as companhias transportadoras procuram margens maiores nos transportes e maior rentabilidade nas suas operações, o que faz com que viagens em que os camiões vão cheios para um lado e vazios para o outro são preteridos em favor de serviços que podem resultar em camiões ‘cheios’ tanto numa viagem de ida, como na de regresso. 
- April 5, 2026