Vigna referiu-se ao futuro veículo elétrico como “elettrica” – palavra italiana para “elétrico” – embora não se espere que este venha a ser o seu nome oficial.
Os protótipos que têm sido vistos perto da sede do construtor em Maranello durante o ano passado sugerem que poderá ser um modelo com uma posição de condução elevada, semelhante ao SUV Purosangue, em vez de um desportivo tradicional. O modelo EV apresentará os sons (simulados) e o design caraterístico com que a Ferrari construiu o seu legado, mas em formato totalmente elétrico. Fontes adiantaram à Reuters no ano passado que o primeiro elétrico do emblema italiano custará pelo menos 500.000 euros. No entanto, Vigna afirmou mais tarde que essa notícia foi “uma surpresa” e não confirmou ou negou os preços. O CEO da empresa explicou que a Ferrari define o preço de um veículo cerca de um mês antes de o lançar, por isso a definição do preço do elétrico só deverá ficar assente mais por volta do mês de setembro. Acerca da aceitação que o modelo irá ter junto dos compradores, um dado parece atestar um elevado grau de confiança dos responsáveis do fabricante neste EV: até ao final do próximo ano, a Ferrari pretende que 60% das vendas sejam de modelos EV ou PHEV. E pelo ano 2030, a Ferrari estima que 80% das suas vendas sejam garantidas por viaturas 100% elétricas ou híbridas.