Até ao final de 2022, a Europa deverá ter sete fabricantes ativos de baterias de iões de lítio, dos quais os cinco principais por capacidade (e respetiva localização da gigafábrica) são: LG Chem (Polónia): 32 GWh Samsung SDI (Hungria): 20 GWh Northvolt (Suécia): 16 GWh SK Innovation (Hungria): 7,5 GWh Envision AESC (Reino Unido): 1,9 GWh

Os especialistas da Benchmark Minerals destacam que, em termos de qualidade, a Europa tem 4 dos 7 fabricantes mundiais de baterias para viaturas elétricas e, assim que a gigafactory da Northvolt, na Suécia, estiver ativa, este player também se tornará num produtor Tier 1. Os produtores Tier 1 de células de bateria de iões de lítio para automóveis, a partir da avaliação mais recente da Benchmark Mineral Intelligence, de fevereiro de 2022, são: Panasonic (Japão); Samsung SDI e SK Innovation (Coreia do Sul); Envision AESC, CATL e BYD (China). Até 2030, este cenário, de cinco principais fornecedores de baterias, deverá sofrer uma grande alteração, com a Benchmark a prever que a Europa está no caminho para ter 27 gigafábricas de um total 18 produtores de células de bateria.
Construtores de automóveis com joint-ventures de baterias
Uma tendência mais recente – salientam estes analistas – é o surgimento de fabricantes de automóveis como produtores de baterias que procuram garantir o fornecimento destes dispositivos através de fábricas feitas em joint venture. Segundo a Benchmark, em 2030, das 17 gigafábricas com capacidade mínima anual de 1 GWh na Europa, oito serão por via de parcerias automóveis, como as que envolvem o Grupo VW, Stellantis, Nissan, Volvo e Renault. De maior importância é a Gigafactory de Berlim da Tesla, que deve arrancar a produção de células em 2023 e que atingirá uma capacidade de 75 GWh até 2026 e de 125 GWh até 2030. Como resultado, a Giga fábrica de Berlim está em vias de ser a maior gigafábrica da Europa e a segunda maior fábrica de baterias de iões de lítio do mundo, atrás da sua homóloga norte-americana em Austin, Texas. A expansão das instalações de Northvolt tornará esta insígnia a segunda maior produtora da Europa, com 92 GWh de capacidade. CATL, em Erfurt, Alemanha, será o terceiro maior produtor de baterias da Europa com 80 GWh até 2030. A LG Energy Solutions (anteriormente LG Chem) deverá ser o quarto, com 67 GWh, da Polónia. Enquanto isso, a ACC (Total/Stellantis) deverá operar três fábricas em França, Alemanha e Itália com uma capacidade combinada de 64 GWh até 2030, com a nova Gigafactory da Verkor, com sede em Dunquerque, França, com 50 GWh como o sexto maior produtor. Até 2030, a Benchmark prevê que os cinco maiores fabricantes de baterias da Europa por capacidade serão: Tesla (Alemanha): 125 GWh Northvolt (Suécia x 2): 92 GWh CATL (Alemanha): 80 GWh LGES (Polónia): 67 GWh ACC (Total/Stelantis) (Alemanha, França, Itália): 64 GWh

No geral, a Benchmark prevê que a Europa tenha uma capacidade de 789,2 GWh até 2030, pouco mais de 14% do total global de 5.454 GWh. Salientam os especialistas que este é um aumento de mais de seis vezes em relação ao esperado para 2022. Por comparação, a China está a crescer 220% no mesmo período, enquanto os EUA devem aumentar sua capacidade de fabrico de baterias em 575%. Estes dados resultam da avaliação da Benchmark, empresa que lembra que os dados estão em constante evolução. De resto, já depois desta análise da Benchmark, ficou a saber-se que, para apoiar os seus planos de eletrificação de veículos, a Ford assinou um memorando de entendimento não vinculativo com a SK On Co., Ltd. e a Koç Holding para uma nova joint venture na Turquia. Sujeito à execução de um acordo final, os três parceiros planeiam criar uma das maiores instalações de baterias para EV da Europa.Essa joint venture estaria localizada perto de Ancara e fabricaria células NMC de alto teor de níquel para montagem em módulos de baterias. A produção deve começar em meados da década, com uma capacidade anual que provavelmente ficará na faixa de 30 a 45 gigawatts-hora. Ou seja, mais uma gigafábrica em perspetiva na Europa.