O Grupo Volkswagen (através da sua subsidiária Cariad) e a Bosch anunciaram um acordo de parceria para o desenvolvimento mais rápido de tecnologias de condução autónoma para aplicação em todos os tipos de automóveis. As duas companhias pretendem que a tecnologia de condução total e parcialmente autónoma se torne apta para produção em grande volume, ou seja, capaz de ser aplicada em larga escala para todos os tipos de clientes.
O foco deste trabalho de desenvolvimento será a de criação de software gerado por dados na base de informação recolhida com sensores de envolvência a 360 graus. Para esse efeito, será criado um ambiente de desenvolvimento “altamente inovador” para gravar, avaliar e processar todos os dados. Esse ambiente fará também uso de métodos de tecnologia de Inteligência Artificial. Condução autónoma será a grande disrupção Note-se que, recentemente, a Audi destacou a importância e o papel disruptivo que a condução autónoma trará para a indústria automóvel, sendo colocada pelo CEO da companhia alemã, Markus Duesmann, como mais importante do que a mobilidade elétrica. Para o CEO da Audi, será a condução autónoma a grande revolução que irá mudar o paradigma da mobilidade: “A condução autónoma é o verdadeiro salto tecnológico em frente. A eletrificação é um salto grande, mas está a decorrer, temos as ferramentas e sabemos como será. Os carros autónomos, em que um carro assume a tarefa de condução total, é um salto quântico, um trabalho enormíssimo que estamos empenhados em fazer. Conduzir numa cidade como Londres será extremamente complicado e é incrível como nós, com o nosso cérebro, conseguimos fazê-lo. Para um computador fazer isso será incrível”, referiu Duesmann numa conferência de imprensa digital realizada antes do Salão de Munique. “Está-nos a custar imenso dinheiro, mas estamos a apostar imenso nisto, porque é uma tecnologia que nos dá tempo para aproveitar outras coisas e, para o cliente, isso não tem preço. Sabemos que os clientes estarão dispostos a apostar nisto, a pagar por isto. Sabemos que estamos a acrescentar um valor acrescentado”, complementou o alto responsável da Audi, depois de interrogado se será uma tecnologia pela qual os utilizadores estarão dispostos a pagar mais.