O documento foi assinado pelo município de Ponte de Sor e a EEA Aircraft, entidade integradora e que assegura o desenvolvimento, industrialização e comercialização a partir de Portugal da aeronave designada por LUS 222.
De acordo com o responsável, que estimou que o investimento no projeto ronde os “100 milhões de euros”, trata-se de um avião “muito destinado” aos mercados de África e da América do Sul.
Em Ponte de Sor, será construída a linha de montagem final de aeronaves, a primeira em Portugal, nomeadamente a cabina de pintura, o centro de manutenção, o centro de treino e formação e os edifícios administrativos. “O que nós prevemos até ao final de 2025, primeiro trimestre de 2026, é ter a primeira aeronave fabricada para certificação”, disse.
Miguel Braga acrescentou ainda que a unidade fabril de Ponte de Sor vai ter capacidade para produzir “entre 20 a 30 aeronaves por ano, em velocidade cruzeiro”. Esta aeronave, segundo os promotores, conta com versões civil e militar, preparada para aterrar em pistas curtas e não pavimentadas, destinada em particular aos mercados de África e da América Latina e a responder a uma demanda estimada de mais de cinco mil aeronaves nos próximos 15 anos. Questionado sobre o preço de cada aeronave, Miguel Braga escusou-se a revelar esses dados, justificando que não é possível nesta altura “antecipar” valores devido aos sucessivos aumentos de preços no mercado. O EEA Aircraft and Maintenance é formado pela empresa Cosmos e pela CEiiA, cabendo ao município de Ponte de Sor desenvolver atividade para o desenvolvimento desta indústria. Este projeto encontra-se igualmente inserido na agenda mobilizadora Aero.Nex. Questionado pelos jornalistas sobre este projeto, o presidente do município de Ponte de Sor, Hugo Hilário, manifestou-se satisfeito com este investimento, sublinhando que além dos cerca de 300 postos de trabalho diretos que vai criar, vão ser igualmente criados “cerca de 800 postos de trabalho indiretos”. Motor24/Lusa