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10 clássicos com muito carisma e histórias para contar

Alfa Romeo 8C Spider Zagato (1931): Este carro foi testado pelo próprio Enzo Ferrari, na altura diretor da equipa Alfa Romeo de competição. Esta unidade, em particular, é o chassis 2111006, com o qual Tazio Nuvolari venceu o Targa Florio e Coppa Ciano desse ano, em ambas as ocasiões após uma gloriosa batalha com o Bugatti de Acchile Varzi. Meses mais tarde, no Grande Prémio da Bélgica, Ferdinando Minoia terminou a sua carreira com um terceiro lugar, conquistando o título mundial de construtores para a Alfa Romeo.
Aston Martin DB3 (1952): Este foi o primeiro carro de competição construído pela Aston Martin após a Segunda Guerra Mundial e após o seu novo proprietário, David Brown, a fundir com a Lagonda. Esta unidade, chassis DB3/6, foi vendida ao piloto amador Bob Dickson, em 1953, bom o suficiente para a Aston Martin lhe emprestar o seu piloto de fábrica, Desmond Titterington, nas provas de longa duração, como o Tourist Trophy na Ilha de Man, onde foi quinto. Já na qualidade de clássico, foi guiado por Stirling Moss em 2005, a convite do seu dono japonês.
Lister Costin Chevrolet (1959): Brian Lister costumava criar carros de corrida com motor Jaguar, que eram melhores que os carros desta marca. Mas em 1959 era preciso algo mais e contratou Frank Costin (fundador da marca Marcos e cujo irmão Mike construía os motores Ford-Cosworth) para criar um design aerodinâmico. Este chassis, BHL 121, foi o primeiro carro da marca a usar um Chevrolet V8, e correu na Inglaterra e África do Sul, aqui pelas mãos do rodésio John Love, que quase venceu o GP da África do Sul de F1 em 1967.
Peugeot Type 5 (1894): Este é um carro com uma história muito especial, pois foi um dos seis exemplares inscritos pela Peugeot no Paris-Rouen de 1894, a primeira corrida automóvel da história. O carro foi aligeirado em 20% para ser competitivo com o seu motor Daimler V2 de 1026 cc, mas no final os dois melhores Peugeot perderam para o De Dion Bouton do Conde Jules-Albert de Dion. Em compensação, todos os Peugeot chegaram ao fim dos 126 km. Este exemplar do Peugeot tinha o chassis 164 e foi pilotado por Louis Rigoulot.
Porsche 356B Carrera GT (1963): Um verdadeiro carro de corrida com aparência de carro de estrada, apenas 16 exemplares deste modelo foram construídos, com a sua vida encurtada pela chegada do revolucionário 904 GTS. Este modelo em particular tinha especificação T6B, com várias peças da carroçaria e motor em alumínio. Com o número de chassis 125 107, foi vendido ao belga Eddy Meert, que o utilizou no Tour de France Automobile e nas 12 Horas de Huy, evento onde venceu a categoria GT.
Ferrari 312 T3 (1978): Esta nova evolução do Ferrari de F1 com caixa transversal foi o primeiro a usar pneus Michelin, depois de reclamações de Gilles Villeneuve com o carro do ano anterior. Mas o canadiano também teve problemas na estreia do novo chassis, com o número 032, e após a primeira corrida passou para as mãos de Carlos Reutemann, que prontamente venceu o Grande Prémio dos Estados Unidos em Long Beach. O 312 T3/032 só fez mais uma prova esse ano, no Mónaco. Nos últimos anos tem sido uma presença no GP Histórico do Mónaco.
Bugatti Type 55 (1932): Geralmente considerado o melhor carro de estrada construído pela marca francesa, tinha um chassis rígido e seguro e um motor derivado do modelo usado em Grandes Prémios, com 2300 cc e compressor. Este exemplar, 55206, foi vendido a Jacques Kocher, em Lyon, que mandou instalar uma carroçaria da Billeter & Cartier, para ter mais espaço para as pernas. É o único exemplar sobrevivente deste carroçador. O seu segundo dono, Paul Lefevre, mandou desmontar o carro para o poder esconder durante a II Guerra Mundial.
Bentley Speed Six (1930): Este carro ficou famoso por ter sido o vencedor das 24 Horas de Le Mans 1929 e 1930, o que o tornou apetecível ao grande público. Este exemplar tem o chassis NH2731 e usava uma carroçaria Barker & Company, feita para um cliente refinado, o tenente-comandante King-Langdale da Marinha de Guerra Britânica. Teve vários donos, incluindo o romancista Gilbert Frankau, que teve uma das suas obras adaptadas ao cinema, com o filme "O que faz o amor". Infelizmente já não tem a carroçaria original.
Maserati 3500 GT Vignale Spyder (1962): Comprovando a transferência tecnológica das corridas para a pista, é um descendente direto do A6G de 1954 no chassis e suspensão, enquanto o motor vem do 350S. Mas o excelente trabalho da Carrozzeria Vignale transformou num excelente e civilizado descapotável. Este exemplar, com o número de chassis 1129, foi vendido à sra. Teresa Mitarachi, em Londres, que o comprou com volante à esquerda para poder visitar os seus parentes na Grécia. Ficou na sua posse durante 15 anos.
Lamborghini Countach LP400 (1975): Foi um carro tão inovador em termos de design que ainda hoje faz virar cabeças. Esta primeira geração do desportivo italiano era conhecido como Periscopica, devido à forma do tejadilho, com um pequeno periscópico para ter visibilidade traseira. Este exemplar tem o chassis 1120062 e foi o 31.º Countach a sair da linha de montagem e foi vendido ao príncipe saudita Mansour bin Mishal, que não o vendeu em bom estado, cinco anos depois, a um colecionador italiano.

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A Fiskens é um dos mais conceituados especialistas em clássicos na Europa, não só por conseguir exemplares fantásticos da história do automóvel, mas também redescobrir as suas histórias. A casa britânica esteve recentemente no Retromobile, em Paris, com uma grande variedade de máquinas, conduzidas durante a história por militares, escritores, o piloto de F1 Gilles Villeneuve e um príncipe saudita. Navegue pela galeria para os conhecer melhor.