EQ Ready: Esta aplicação vai dizer-lhe se está ‘pronto’ para um elétrico

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Com a mobilidade elétrica a gerar ainda muitas interrogações, sobretudo por uma questão de adequação ao estilo de vida de cada um, a Daimler lançou na Alemanha uma aplicação que pretende dar aos interessados uma visão mais concreta da sua mobilidade e possibilidade de adoção de veículos elétricos (ou Plug-in híbridos) para o seu quotidiano.

Prevista para chegar a Portugal em meados de agosto, a aplicação EQ Ready é instalada no smartphone e permite fazer o tracking dos percursos e da mobilidade de uma pessoa por um período definido, sendo que, no final desse período de tempo o sistema dará um cálculo da sua forma de condução e dos padrões de mobilidade, sobretudo, ao nível dos percursos.

Dessa forma, permite-se saber qual o tipo de mobilidade padrão de cada utilizador e a forma como um elétrico pode ou não ser utilizado para o dia-a-dia.

A aplicação EQ Ready faz parte da estratégia de digitalização da marca alemã, sendo desenvolvida para terminais iOS e Android em alemão e inglês, sendo unicamente utilizável, por enquanto, na Alemanha. O sistema regista diversos parâmetros das viagens de carro (de qualquer marca), garantindo um perfil mais realista do utilizador: entre os elementos registados ficam a velocidade e as acelerações, mas também as paragens e os intervalos mais longos entre viagens, além de elementos exteriores como a temperatura ambiente ou altitude. Isso permite calcular de maneira mais exata a autonomia e o consumo.

Para otimizar o seu funcionamento, o utilizador pode ainda acrescentar potenciais pontos de carregamento, tanto na rua, como no emprego. No futuro, a aplicação vai integrar também estações públicas de carregamento.

Num teste-piloto efetuado não só por clientes da marca, mas por próprios membros do conselho de direção da Daimler, “a conclusão geral foi de que os veículos elétricos e híbridos em modo elétrico são muito mais adequados para uma utilização quotidiana do que seria de supor”, refere Wilko Stark, responsável máximo da divisão CASE.

 

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