A China vai construir este ano o seu primeiro navio que vai funcionar como central nuclear flutuante. Esse navio é semelhante a outro já existente na Rússia, transportando uma versão miniaturizada de um reator nuclear. As autoridades chinesas esperam que este navio possa fornecer energia a ilhéus de área pequena e a plataformas offshore. Estes locais têm pouco acesso a energia elétrica e a presença de uma central nuclear “portátil” seria suficiente para fornecer eletricidade a áreas sem contacto com permanente com fontes energéticas. Críticos desta medida apontam para a intervenção invasiva de territórios no Mar do Sul da China, aumentando a sua plataforma continental.
A imprensa chinesa divulgou imagens de um protótipo que foi colocado a testar nas águas territorias da província de Shandong. O projeto deverá custar um total de 14 mil milhões de yuan (1,86 mil milhões de euros) e vai ser colocado no mar em 2021. Embora os projetos anunciados sejam de caráter civil, esta tecnologia poderá ser usada em projetos militares a médio prazo, com a construção de mais navios equipados com um reator nuclear portátil.
Independentemente do uso dado pela esquadrilha de navios nucleares, estes deverão ser mais eficientes a fornecer energia às ilhas circundantes do território chinês que geradores com motor Diesel. As autoridades esperam conseguir gerar o equivalente a 0,9 yuan por kWh (12 cêntimos), menos de metade do preço dos 2 yuan (27 cêntimos) obtido a partir de um gerador a gasóleo. Para poder fornecer energia a todas as ilhas naturais e artificiais na costa chinesa, seria necessário construir 20 navios capazes de albergar uma mini-central nuclear. Apesar de usarem energia nuclear, ironicamente, o sistema iria fornecer energia à exploração de fontes energéticas poluentes, como petróleo e gás natural.