Não será bem uma disciplina a juntar à matemática e ao português, mas aprender a andar de bicicleta vai constar do currículo escolar do aluno, logo a partir do ensino básico.
A medida, proposta pelo executivo de António Costa, visa forçar uma mudança de mentalidades e comportamentos ao nível da mobilidade urbana. E, ao mesmo, fomentar a prática de um estilo de vida saudável.
O plano faz parte da Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa (ENMA), que pretende contribuir para que, até 2030, o número de ciclistas em Portugal aumente… 1500%!
«Em pouco mais de três décadas, despromoveram-se de forma inaceitável atividades como brincar na rua ou ir de bicicleta para a escola. «Na verdade, a opção pela mobilidade ativa confere mais autonomia, responsabilidade e perspetivas de exploração do mundo em redor às crianças e jovens que, no futuro, serão condutores mais conscientes, e permite poupanças significativas face ao transporte diário dos alunos em automóvel», pode ler-se no ENMA.
Atualmente, apenas 0,5% dos portugueses utilizam as bicicletas como meio de transporte principal, muito abaixo da média europeia, que é de 7,5%.
Assim, crianças e jovens terão a oportunidade de aprender a pedalar nas escolas, «num processo de formação faseado ao longo dos vários níveis de escolaridade». Alunos do 1º ciclo deverão ter aulas em contexto protegido; os alunos do 2º e 3º ciclos e do secundário poderão praticar no espaço público, sendo que as aulas terão sempre uma componente teórica e outra prática, com a abordagem a temas fundamentais como a importância da prática de uma condução defensiva.
“Lisboa sem rodinhas”
Na capital, decorre desde abril iniciativa do género. O programa “Lisboa sem rodinhas!”, da Câmara Municipal de Lisboa (CML), permite que mais de 800 crianças do primeiro ciclo do ensino básico das escolas públicas da autarquia aprendam a andar de bicicleta.
A iniciativa faz parte do Programa de Apoio à Educação Física Curricular, que decorre durante o período escolar (seis aulas de 45 minutos ao longo de três semanas), nas instalações dos estabelecimentos de ensino, e de forma completamente gratuita.
Boa notícia: a CML também tem também programa de formação para adultos, a pensar em quem nunca aprendeu ou está destreinado.