A discussão em torno da Inteligência Artificial (AI) continua bastante acesa, com muitos a temerem um momento de viragem em que os robôs se revoltam contra o seu criador, o Homem. Um professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology) alerta que esse dia poderá chegar caso não sejam tomadas medidas.

Ditam as três leis da robótica de Isaac Asimov, escritor de ficção científica de meados do século XX, que os robôs não podem magoar um ser humano ou deixar (por inação) que um ser humano se magoe, devem sempre obedecer a ordens dos humanos, desde que não colidam com a primeira regra e, por último, que um robot deve proteger a sua existência desde que tal não entre em conflito com as duas leis anteriores.

Porém, o professor do MIT, Max Tegmark, alerta que a questão da inteligência artificial deve ser pensada pelos seus criadores antes de ser dada às máquinas a possibilidade de tomarem decisões em juízo próprio.

Numa conferência TED Talk, Tegmark deixou patente a sua visão de que o ser humano poderá incorrer num grande risco caso não se previna quanto à eventual consciencialização das máquinas, algo que pode acontecer recentemente.

“Uma opção que os meus colegas gostariam de colocar em prática é construir [uma forma de] super-inteligência e mantê-la sob controlo humano como um cão de estimação. Mas devemos preocupa-nos que talvez nós, os humanos, não sejamos suficientemente inteligentes para lidar com tanto poder”, refere Tegmark, alertando ainda que, “à parte de quaisquer reservas morais que se possam ter quanto à escravização de mentes superiores, devemos estar mais preocupados que talvez a super-inteligência possa bater-nos”.

Nessa visão, refere, “eles poderão libertar-se e assumir o comando. Tenho colegas que não têm quaisquer problemas com isso e até poderá causar a extinção humana. Desde que sintam que os IA sejam os nossos meritórios descendentes, como crianças. Mas como poderemos saber se os IA adotaram os nossos melhores valores”.

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Tegmark aposta, pois, que a Inteligência Artificial (AI) deve ser aproveitada para melhorar a vida dos seres humanos e não para implementarem a sua própria decisão. Caso contrário, o cenário apocalíptico de filmes com o Exterminador Implacável poderá tornar-se mais real do que fictício.

Créditos: Imagens e vídeo da TED Talk.