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De onde vêm os nomes que as marcas dão aos automóveis?

Audi TT Para os portugueses, TT significa "todo-o-terreno", coisa que este carro claramente não é o nome TT é em homenagem às vitórias das motos DKW e NSU (duas marcas antecessoras da Audi, que construíam veículos de duas e quatro rodas) no Tourist Trophy, a famosa prova de estrada que todos os anos tem lugar na Ilha de Man, no Reino Unido.
Citroën 2CV Há quem pense que o nome do Citroën 2CV era precisamente por ter dois cavalos-vapor de potência. Na verdade, isto tem a ver com o antigo imposto automóvel francês, em que os "2 cv" indicavam a categoria fiscal. No lançamento, em 1948, o motor de 375 cc tinha 9 cv, e a potência foi subindo à medida que este deu lugar a motores de 425, 435 e 602 cc, chegando finalmente aos 29 cv. Nessa fase, o 2 CV já tinha subido para a categoria fiscal de "3 cv", mas nunca mudou de nome.
Fiat Sedici Durante alguns anos, a Fiat tentou antecipar a sua presença no agora cada vez mais importante segmento de crossovers compactos, lançando a sua própria versão do Suzuki SX4. Como o carro ia ser um raro modelo 4x4 da Fiat, o filho de um dos responsáveis pelo projeto respondeu que este era um "sedici", 16 em italiano, o resultado de multiplicar quatro por quatro.
Ford Bronco A Ford gosta muito de ter nomes associados com cavalos, como é o caso do Mustang. O Bronco foi um dos primeiros TT da marca americana, e foi chamado assim pois "bronco" era o nome dado na cultura hípica da fronteira americana a animais de temperamento selvagem, particularmente difíceis de domar, e ainda hoje é aplicado a animais em rodeos.
Lamborghini Diablo Tendo em conta que o símbolo da marca italiana é um touro, faz todo o sentido que os nomes da maior parte dos seus automóveis sejam batizados com o nome de touros famosos. No caso do Diablo, pertenceu a um touro particularmente feroz que se notabilizou numa tourada em Madrid em 1869. O Diablo foi criado pela ganadaria de Cristobal Colón de la Cerda, político espanhol e duque de Veragua, e foi morto na arena pelo toureiro José Lara Jiménez, conhecido como El Chicorro.
Mercedes Classe G Muitas vezes, as designações alfanuméricas são desprovidas de qualquer significado. No caso do Mercedes Classe G, a letra é a abreviatura de "Geländewagen", que significa "veículo todo-o-terreno em alemão. O nome apenas descrevia a função deste automóvel lançado em 1979, o primeiro do género vendido pela marca alemã, mas a sua designação foi escolhida pela Puch (hoje Magna Steyr), responsável pelo seu desenvolvimento e construção.
Nissan Qashqai Apesar de ser hoje um dos modelos mais populares da Nissan, não deixa de ter um nome complicado. Os qashqai são um grupo étnico de origem turca que habita no sudoeste do Irão, representado quase um milhão de pessoas. Historicamente, as tribos qashqai eram nómadas e ficaram famosos na Pérsia pelos desenhos e qualidade dos seus tapetes de lã.
Peugeot 309 Este carro substituiu o 305 na gama Peugeot, mas a marca não quis chamá-lo "306" numa altura em que os outros modelos da gama ainda tinham todos a terminação "5" (205, 405 e 505), e não fazia sentido repetir o nome. O 309 ficou assim fora de sequência, mas tinha a vantagem de evitar comparações com os outros Peugeot em caso de crítica, pois foi o último carro desenvolvido pela ex-Simca e devia ter-se chamado Talbot Arizona.
SEAT Ibiza Até 1986, a SEAT produzia modelos da marca Fiat, com carroçaria ligeiramente diferente. Terminado o contrato com a marca italiana, a SEAT ficou independente e passou a usar nomes de cidades espanholas para os seus modelos. Os primeiros foram o Ibiza e o Málaga, sendo que apenas o primeiro tem sido usado com sucesso e sem interrupções desde o seu lançamento.
Volkswagen Scirocco A VW já lançou vários automóveis com designações que remontam a tipos de vento. O primeiro foi o Scirocco, um coupé derivado do Golf, lançado em 1974. O seu nome deriva do vento siroco, forte e rápido, que vem do norte de África e causa tempestades no Mediterrâneo, começando na Tunísia e Líbia e atravessando o mar em direção à Itália e Grécia.

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Muitos automóveis têm nomes simples, que são apenas letras e números. Outros têm nomes que não querem dizer nada. Mas o mais simples é retirar inspiração do que existe à nossa volta. Pessoas famosas, povos exóticos, animais, plantas, ou fenómenos meteorológicos, metais preciosos são todos válidos quando é altura de escolher o nome de um automóvel. Mas também há quem queira fazê-lo por piada ou simplesmente porque alguém importante na estrutura da marca achou o nome giro.

A escolha não foi fácil, mas acabámos por selecionar dez dos nomes mais emblemáticos da história do automóvel. Alguns destes carros desaparecem após uma geração, outros ficaram famosos durante muitas décadas. Alguns são apenas europeus, e outros americanos, e mas todos têm uma espécie de significado, que foi justificado na altura de escolher o nome com que o carro ia ficar conhecido para todo o sempre.