Esta diretriz é a mais recente de um conjunto de políticas e medidas tomadas nos últimos anos, entre as quais incentivos fiscais para a compra de elétricos, com o objetivo de promover a mobilidade elétrica, reduzir a poluição nas cidades chinesas e impulsionar o setor e indústria das novas energias.
Considerando a dimensão do mercado chinês e o peso do estado, este é mais um impulso que vai reforçar a capacidade da China em produzir e vender elétricos.
As vendas domésticas na China de veículos elétricos – incluindo baterias puras e híbridos – vão ser de 20% no próximo ano, o que dará mais de 12 milhões de unidades, em 2025, de acordo estimativas de bancos de investimento e grupos de investigação citadas pelo jornal britânico Financial Times. O rápido crescimento da indústria chinesa de veículos elétricos ameaça também as marcas alemãs, japonesas e norte-americanas, que dominam o mercado mundial de automóveis há várias décadas. E apesar das tarifas adicionais que a União Europeia decidiu aplicar aos automóveis “Made in China”, não é crível que a medida seja suficiente para travar o ímpeto chinês de colocar nos mercados ocidentais viaturas elétricas com autonomias de destaque a preços convenientes.