Totalmente renovado e orientado para uma nova geração de condutores apaixonados pela tecnologia, o novo Mercedes-Benz Classe E adota uma nova postura estética e um interior ao qual não faltam diversas funcionalidades de conforto e de entretenimento. O novo Classe E servirá ainda para aprofundar a transição entre os automóveis com motor de combustão e os elétricos. O Classe E sempre foi considerado o Mercedes-Benz mais importante da gama, quer pela relevância comercial, quer pelo compêndio tecnológico a bordo, na atualidade mais esbatido pela linha paralela EQ, que veio apostar na tecnologia de topo para os elétricos. Porém, o novo Classe E segue as mesmas pisadas, com um modelo de três volumes e dimensões generosas que procura oferecer grande habitabilidade e conforto de referência. O novo modelo mede 4949 mm de comprimento, 1880 mm de largura e 1468 mm de altura, num estilo que não deixa de ser tradicional (ainda), beneficiando de mais dois centímetros na distância entre eixos, que é agora de 2961 mm (o espaço para os joelhos e para as pernas nos lugares posteriores aumentou 10 e 17 milímetros, respetivamente). A capacidade da bagageira chega aos 540 litros.
O início das vendas na Europa está agendado para meados deste ano.
A nova arquitetura permite também acolher novas aplicações desenvolvidas por terceiros, como as TikTok, Angry Birds, Webex ou Zoom para videochamadas – eis o escritório a chegar ao automóvel de forma oficial. Outra funcionalidade interessante é a adoção de uma câmara de selfies (também vídeos) montada no interior, um dos opcionais do MBUX Superscreen.
A inteligência artificial é utilizada pela marca para aprender os itens de conforto ou funcionalidades que o condutor ou ocupantes mais utilizem ou apreciem numa determinada altura do dia, permitindo automatizar algumas funções ou seleções que o veículo entende que o condutor irá escolher. A marca apelida esta condicionante de ‘rotinas’, dando a capacidade aos clientes de criarem rotinas para os seus veículos. De resto, não faltam também as tecnologias de comodidade a bordo Energizing Comfort e Energizing Coach, as quais procuram melhorar a qualidade de vida e a saúde dos ocupantes, estando esperada até uma função de bio-feedback para a Energizing Coach, com vista à redução dos níveis de stress através de exercícios como os de respiração. Reforço na aposta híbrida plug-in Graças à eletrificação sistemática e à redução inteligente das dimensões dos motores, o novo Classe E reforça a sua aposta na eficiência, sobretudo atendendo ao facto de que metade dos modelos serão híbridos plug-in de quarta geração. A gama de motores inclui unidades de quatro e de seis cilindros da atual família de motores modulares da Mercedes-Benz. Desta forma, a gama de motores assiste a necessidade de flexibilidade da rede de produção global, com eletrificação em função das necessidades. Além da sobrealimentação, os motores Diesel e os motores a gasolina integram assistência inteligente de um motor de arranque/alternador integrado (ISG). São, portanto, híbridos parciais, ou ‘mild hybrids‘. Graças a uma nova bateria, a potência do motor elétrico foi aumentada de 15 para 17 kW, enquanto o binário suplementar foi aumentado para 205 Nm. Abordando apenas as versões de eletrificação simples, no lançamento europeu, a gama conta com versões E 200 com motor 2.0 a gasolina de 204 CV de potência, E 220d com motor 2.0 Diesel de 197 CV e E 200d 4MATIC com igual motor e tração integral. Todos eles contam com sistema ‘mild hybrid’ assente na tecnologia já referida ISG com potência adicional de 17 kW/23 CV e binário suplementar de 205 Nm. Adicionalmente, estarão disponíveis três versões híbridas plug-in de quarta geração, incluindo com base no motor turbodiesel (posteriormente), numa solução que apenas a Mercedes-Benz continua a oferecer. Com uma potência elétrica de 95 kW/129 CV e uma autonomia elétrica superior a 100 quilómetros (WLTP), as motorizações híbridas plug-in irão circular em modo puramente elétrico em muitos casos de utilização, sem a utilização do motor de combustão. A bateria tem uma capacidade de 25.4 kWh. Assim, nota para o E 300 e e E 300 e 4MATIC, que utilizam o motor 2.0 de 204 CV a gasolina, a que se associa o motor elétrico de 95 kW/129 CV e 440 Nm de binário. No total, debitam 230 kW/313 CV de potência e 550 Nm, com consumos baixos que arrancam nos 0,5 l/100 km (E 300 e). A terceira versão disponível será a E 400 e 4MATIC com tração integral, tendo motor 2.0 a gasolina, de 252 CV, com igual sistema elétrico em conjugação. A potência total é de 280 kW/381 CV, com 650 Nm de binário. O consumo médio arranca igualmente nos 0,6 l/100 km. Ainda no capítulo técnico, as motorizações eletrificadas estão equipadas de série com suspensão com molas helicoidais Agility Control com sistema de amortecimento seletivo. É também 15 milímetros mais curta do que a suspensão das motorizações híbridas plug-in. Paralelamente, o novo Classe E estará disponível com um pacote de equipamento opcional denominado Technology que inclui suspensão pneumática Airmatic com ajuste contínuo de amortecimento ADS+ e eixo traseiro direcional (ângulo de 4.5º), o que reduz o ângulo de viragem em 90 centímetros. A marca aplicou ainda novos sistemas de assistência que preveem uma adição cada vez maior de condução autónoma, passando a incluir sistema Attention Assist com deteção de distração do condutor (parando o carro em situações em que o condutor tenha adormecido, por exemplo), além de prever a adoção também de sistema de estacionamento autónomo de Nível 4 (Intelligent Parking Pilot) com funções remotas de parqueamento. Na segurança, além dos airbags do condutor e do passageiro dianteiro, um airbag para os joelhos do condutor também é um equipamento de série, bem como um airbag central entre os bancos dianteiros, evitando que as cabeças embatam entre si numa colisão lateral. O início das vendas na Europa está agendado para meados deste ano.