O novo Opel Corsa-e apresenta-se como o primeiro modelo 100% elétrico da marca alemã, dando início ao seu esforço de eletrificação. Trata-se do seu primeiro automóvel de produção em série alimentado exclusivamente por uma bateria elétrica, anunciando uma autonomia WLTP de até 337 quilómetros. [soliloquy id=”864376″] Com efeito, a Opel selecionou o seu modelo mais popular, o Corsa, para popularizar a tecnologia elétrica, recorrendo a um motor síncrono de ímanes permanentes de 100 kW (136 CV) de potência e 260 Nm de binário, o que lhe permite acelerar dos zero aos 50 km/h em 2,8 segundos e atingir os 10 km/h em 8,1 segundos. A velocidade máxima está limitada a 150 km/h. Recorrendo à mesma plataforma modular do Grupo PSA que deu origem ao Corsa térmico (e com premissas semelhantes às do Peugeot 208 elétrico), este Corsa-e conta com uma bateria de 50 kWh, a qual pode receber carga rápida, atingindo até 80% da sua capacidade em 30 minutos. Todas as versões estão dotadas de série de um carregador monofásico de 7.4 kW. Em opção existe a alternativa de um carregador trifásico de 11 kW. Sublinhe-se que todos os Corsa-e podem ser recarregados em postos de carga rápida, recebendo corrente contínua até 100 kW/500V. Em termos de condução, a marca assegura três modos distintos de utilização, entre Normal, Eco e Sport, cabendo a este último uma dotação mais desportiva nas prestações, mas com a Opel a garantir um “efeito pouco significativo na autonomia”. Por oposição, o modo Eco está configurado para apoiar o condutor a alcançar a máxima eficiência na utilização da energia. Otimização aerodinâmica Eficiência que também é assegurada pelas dimensões exteriores compactas semelhantes à de gerações anteriores. Com comprimento total de 4,06 metros, o Corsa permanece um modelo de cinco lugares, dispondo ainda de jantes otimizadas na aerodinâmica e de linhas concebidas para não ter grande impacto na autonomia. A linha do tejadilho, ao estilo ‘coupé’, é 48 mm mais baixa do que o modelo anterior, enquanto o condutor vai sentado num plano mais baixo (redução de 28 mm). Ainda no capítulo da sua gestão térmica, destaque para o recurso à tecnologia de bomba de calor para aquecer e arrefecer o habitáculo, tratando-se de um sistema mais eficiente do que o ar condicionado/aquecimento/ventilação (HVAC). Em comparação a este, exige menor débito de energia por parte da bateria, em benefício da autonomia. Embora mais pesado do que as versões térmicas, o novo Corsa-e acaba por ter um comportamento dinâmico inalterado mercê do baixo centro de gravidade, que auxilia a agilidade e a segurança em curva. 
Corsa-e também foi ‘infetado’ pelo Covid-19
São tempos estranhos para a indústria automóvel europeia, que tem de se adaptar a um período de contingência pela pandemia de Covid-19, que fecha fronteiras e que anula eventos e lançamentos das marcas. Para permitir aos o jornalistas portugueses um primeiro contacto com o novo Corsa-e, a Opel tinha reservado dois eventos de apresentação, um de âmbito internacional em Berlim, na Alemanha, no início de março, e outro nacional, no final deste mesmo mês. Mas quis a propagação do vírus que ambas fossem canceladas. Ficam as informações técnicas sobre este que acaba por ser um dos modelos mais importantes da marca alemã no ano de 2020.