O OBJETIVO FOI MONTAR DUAS BICICLETAS “PASTELEIRAS”, TERMO QUE SE REFERE A UM GÉNERO DE BICICLETAS LENTAS E SEM MUDANÇAS, MAS USADAS NA ZONA DA GAFANHA.
À Ecclesia, o docente diz que “os alunos faziam muitas questões, muitas dúvidas, ‘mas o Papa não anda de bicicleta’… E nós íamos explicando que era para sensibilização e que a organização da JMJ de Lisboa irá fazer o que quiser com as bicicletas; no quadro de cada bicicleta leva escrito ‘Gafanha da Nazaré, comunidade esta é a nossa oferta’”. “São duas bicicletas que levam a nossa marca, o bacalhau, símbolo desta zona e que remonta às raízes da seca do bacalhau que aqui existia e onde as gerações anteriores trabalhavam, indo de bicicleta”, complementa o professor à agência noticiosa. O professor de Física e Química, “há cerca de 30 anos que vai para a escola de bicicleta, tradição daquela zona”, e, há oito anos, decidiu fundar o GAFe Bike. À agência Ecclesia, o professor diz ter aprendido a arte de reparar bicicletas com um aluno, cujo pai tinha uma oficina de bicicletas. “Este projeto tem vindo a crescer: as pessoas dão-nos bicicletas velhas, nós reparamos e damos aos alunos”, sublinha. António Rodrigues conta que a zona da Gafanha tem recebido alunos de muitas zonas do globo e que alguns deles não têm bicicleta, fornecendo-lhes esta oficina esse meio de transporte. “Neste ano demos 38 bicicletas a alunos mais desfavorecidos e mais oito bicicletas para a comunidade – tem sido um sucesso; aqui temos recebido alunos de muito lado, temos 28 nacionalidades, há alguns destes que têm recebido as bicicletas”, indica.