A SEAT está ativamente empenhada em melhorar a segurança dos seus automóveis, tendo em desenvolvimento o Projeto Diana. O objetivo é testar funções autónomas na condução, antecipando futuros sistemas avançados de assistência ao condutor. Na mitologia romana, Diana era a deusa da caça, protetora da natureza e da Lua. Sempre representada com um arco e flechas, esta divindade cuidava das florestas e da vida que nelas nasceu. Hoje, as suas setas apontam o caminho para a mobilidade do futuro, dando o seu nome a um projeto-piloto de um automóvel autónomo promovido pelos engenheiros da SEAT, feito em colaboração com o Centro Tecnológico Automóvel da Galiza (CTAG).
Para já, o DIANA alcançou uma autonomia de nível 3 na escala de Sistemas Avançados de Assistência à Condução (ADAS), que vai de 0 a 5. “É importante dar robustez a esta tecnologia, continuar a desenvolvê-la e testar o seu funcionamento para garantir que o sistema é 100% seguro”, diz Mas. À medida que os níveis de autonomia vão aumentando, vão favorecendo a diminuição do número de acidentes e podem ajudar a reduzir os engarrafamentos. “No futuro, um veículo com maior autonomia poderá oferecer e incentivar novos serviços de mobilidade inteligente e descongestionar as grandes cidades e as áreas de mobilidade complexa”, conclui o engenheiro. O projeto DIANA insere-se também na plataforma SEAT S.A. Innova, um espaço que promove a inovação contínua em todas as áreas da empresa, promovendo novas formas de trabalhar com base na co-criação e no modelo de start-up.
Condução autónoma: As cinco etapas tecnológicas Os Sistemas Avançados de Assistência à Condução (ADAS) estão classificados em seis categorias, de acordo com o nível de autonomia do veículo: 0: Não há automatização, o condutor controla todas as funções do veículo. 1: O automóvel dispõe de alguns dispositivos auxiliares, tais como a direção assistida ou a autorregulação da velocidade, mas é o condutor que decide se os utiliza ou não. 2: O condutor continua a ser quem controla a condução, mas o sistema pode regular a direção e a velocidade, sempre sob a supervisão do condutor. 3: O sistema controla todos os aspetos dinâmicos da condução (direção, velocidade e meio envolvente) de forma independente, sem que o condutor tenha de intervir. Ainda assim, tem de estar preparado para agir em caso de perigo. O DIANA está inserido nesta categoria. 4: O veículo é capaz de desempenhar as funções de forma autónoma em todas as circunstâncias, de modo a que o condutor possa dedicar-se a tarefas secundárias sem se preocupar que o automóvel lhe devolva o controlo. 5: Automação completa, o condutor deixa de o ser por completo e torna-se apenas num ocupante do veículo enquanto o sistema o substitui em todas as situações e circunstâncias.