Margens brutas
Assim, as margens brutas da BYD diminuíram, de 22,1%, no ano passado, para 21,9% no terceiro trimestre. No entanto, devido a um elevado nível de integração vertical, incluindo o controlo sobre a produção de baterias e chips semicondutores, a margem bruta da BYD de 21,9% ainda está à frente dos 17% da Tesla e muito à frente dos rivais chineses Zeekr, com 14,2%, e Xpeng, com 6,4%. Esta estratégia, que ajudou a BYD a consolidar a liderança no mercado, fez, no entanto, baixar o lucro líquido do grupo por veículo. O lucro líquido fixou-se em 11,6 mil milhões de yuan (1,5 mil milhões de euros), um aumento de 11,5%, em termos homólogos.
Na terça-feira, a União Europeia (UE) decidiu impor taxas alfandegárias adicionais de 17% sobre as importações de veículos elétricos da BYD, para além das taxas de 10% já existentes.
Num contexto de crescente protecionismo ocidental, analistas defendem que a expansão noutras geografias será fundamental para o crescimento futuro da BYD. Apesar de a BYD ter aberto recentemente uma fábrica na Tailândia – a primeira base de produção fora da China –, as vendas no estrangeiro representaram apenas 7,9% do total das vendas mensais em setembro, face a 9,8% no ano anterior.