F1: Ross Brawn apresenta a solução para evitar as penalizações

As penalizações têm-se tornado num dos focos de atenção dos fãs pela forma como afetam as corridas e pela forma como são aplicadas. Não foram infelizmente poucos os casos de pilotos que enfrentaram mais de 30 lugares de penalização, o que se torna ridículo numa grelha que tem apenas 20 carros. A piada corrente é dizer que o piloto penalizado largará do país vizinho ao que recebe o GP.

Ross Brawn está ciente deste problema e considera-o um dos que precisa de uma revisão profunda, isto quando estamos no final de 2017 e em 2018 os regulamentos irão apertar ainda mais, com o número de componentes que podem ser usados por época a baixar ainda mais. E até 2021 pouco se pode fazer para alterar a situação.

As penalizações servem de incentivo para apostar na fiabilidade, mas acima de tudo limitar os custos para as equipas (que no passado usavam uma quantidade quase absurda de motores), mas esta tecnologia tem sido tão difícil de domar e as penalizações têm surgido em catadupa. Brawn entende que o cerne do problema está na complexidade da tecnologia e no custo dos componentes e pretende uma abordagem diametralmente oposta: Componentes baratos que permitam que as trocas não afetem os orçamentos das equipas.

“Creio que devemos tentar componentes que sejam suficientemente económicos para trocar sempre que necessário. Se avançarmos para design diferente, um turbo homologado neste caso, e este custar dois ou três mil euros, por que motivo havemos de nos preocupar em limitar o número de unidades a usar? Mas quando um turbo é tão caro e complicado como os atuais, então temos de impor limitações. Este motor é uma peça de engenharia fantástica, mas não é um bom motor de corrida”.

Não restam dúvidas que a complexidade dos turbo-híbridos é uma dor de cabeça difícil de resolver. Este ano a Honda penalizações que equivaleram a uma queda de 380 posições na grelha e a Renault 310. O turbo e a unidade de recuperação de energia térmica são dos pontos mais crítico e por isso a vontade de Brawn é mudar e / ou eliminar os componentes que tornam os motores mais complexos e caros.

O agora homem da Liberty usa o conhecimento de causa da Porsche no WEC (que tem estado presente nas últimas reuniões) cuja tecnologia, por mais fascinante que seja, provocou o desinteresse das marcas pelos custos que acarreta. É preciso encontrar um equilíbrio entre a evolução tecnológica, necessária e característica fundamental da F1, e custos razoáveis para que o interesse das marcas e equipas se mantenha. Há muito tempo que alguns acusam a F1 de se ter tornado um desporto para os engenheiros, esquecendo os gostos e a vontade dos fãs. Para Brawn a evolução é importante, mas o mais importante são os fãs. Infelizmente são já vários os casos no passado em que os custos da competição subiram e o interesse das equipas diminuiu. Essas épocas deram-nos máquinas maravilhosas, mas sem competição, por mais interessante que um carro ou conceito seja, não é fácil atrair fãs.

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